O talento e a criatividade deste lendário músico é inegável e Lazaretto vai dar que falar.
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| Jack White Lazaretto Jun 10, 2014 |
Significados à parte, Jack White regressa com um segundo disco pesado, turbulento - provavelmente, influências do seu mais recente divórcio - Lazaretto é extremamente intenso e estranhamente focado, sem deixar de soar a um blues bonitinho.
Como seria de esperar, o senhor White não se coibe de misturar géneros e canções com inspirações em cowboys com blues, em Three Women e ainda fala espanhol, como em Lazaretto.
Quase que se pode dizer que é um pouco esquizofrénico, entre hip-hop, country, toques de Queen e elementos clássicos como violinos e pianos a soar a anos 60 mas se há pessoa capaz de misturar coisas tão distintas é Jack White, reflecte uma grande ansiedade e urgência.
Um senhor que não se inibe de usar a guitarra como uma extensão de si próprio e brinca entre cordas e sintetizadores, mantendo sempre a sua base nos blues.
Este disco inova? Não, é um disco que se espera. É um disco obscuro mas é também o mais denso, louco - chega a ser violento e, por vezes, brutal de White.
No entanto é, igualmente, mais tolerante e abrangente - mantendo a linha minimalista e auto-consciente à qual Jack White já nos habituou.

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