16/06/2014

Review: Pharrell Williams, G I R L (2014)

É um facto conformado que 2013 foi o ano absoluto de Pharrell Williams.

Pharrell já anda nestas andanças da música há mais de uma década, mas foi no ano passado que voltou a estar nas bocas do mundo com Get Lucky - que marcou o fabuloso regresso dos Daft Punk - e o polémico Blurred Lines de Robin Thicke.

A 18 de fevereiro, Pharrell Williams anuncia ao mundo o lançamento do seu disco a solo G I R L através de um video.

Pharrell Williams
G I R L
Mar 3, 2014
G I R L é uma espécie de álbum conceptual que, na verdade, soa a uma ode às mulheres e ao seu poder, relevância na sociedade e particularidade.

Através de grandes e poderosos nomes da História como Marilyn Monroe, que empresta o nome à primeira faixa do disco, como Joan of Arc ou a Cleópatra, o músico não deixa de fazer uma (dura) crítica aos ideais tão implementados na nossa sociedade moderna, mostrando a importância da diferença numa sociedade cada vez mais igual.
Temos o exemplo de Lost Queen que soa a um tributo sentido com elementos da tributo sul-africana mbube e que recria, com muito sentimento e energia, o louvor da mulher (sempre!).

Claro que para além da mulher, Pharrell é um homem que celebra a vida e a ideia da individualidade, não afectada por conceitos pré-definidos da sociedade, e revela-o num dos maiores hits dos últimos tempos, Happy - ver aqui.

No entanto, este disco vai muito mais além de ser uma grande afirmação feminista, é a verdadeira emancipação de Pharrell Williams enquanto músico, produtor e criativo.

A verdade é que este álbum tinha tudo para falhar, no entanto, é admiravelmente conciso, conduzido pelo amor e defesa das mulheres, tornando-se numa dança ecléctica dentro da temática, sendo uma inspiração ao misturar glamorosamente estilos tão distintos como o funk, o synth-pop ou um R&B mais alternativo, com toques simpáticos dos anos 80.
Com grandes referências em composições clássicas e até música tribal, Pharrell tenta chegar a um mundo tão amplo e diverso.

Sendo um criativo deveras perspicaz, Pharrell soube bem quem quis para o seu lado neste disco ao convidar Justin Timberlake, Daft Punk ou até Miley Cyrus.

Com dez faixas e pouco mais de 45 minutos, G I R L funciona pela sua simplicidade e pelo louvor que faz às mulheres e à sua visão da nossa sociedade.

- Pharrell Williams visita Portugal no próximo dia 3 de Outubro, bilhetes à venda aqui

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