Tão recente que só começou com este Morning Phase. Talvez por isso, esta review vai pecar por falta de conhecimentos mais profundos do seu trabalho e das supostas analogias e comparações às quais deveria referir com algum gosto.
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| Beck Morning Phase Feb 21, 2014 |
Há quem diga que seja um regresso ao disco Sea Changes, de 2002 - em estilo mas não, propriamente, no som.
O certo é que, tal como esse disco, Morning Phase vai mostrar um Beck de coração partido, sendo - provavelmente - o seu disco mais íntimo e honesto.
Mas não pensem que é mais um disco de 50 minutos repletos de músicas lamechas a tocar o deprimente.
Beck aceita a desilusão amorosa como uma dor temporária e ao longo do disco, vai mostrar todos os altos e baixos ao lidar com essa desilusão.
Tendo como paralelismo Sea Change, a semelhança de sonoridade e influências é mais que evidente, no entanto, há algo de novo, inspirador e muito puro nesta nova composição de Morning Phase.
Há toda uma aura delicada de medo e dor e isso reflecte-se pela forma (quase) inesperada como Beck manipula os instrumentos e a forma como os ouvimos. E vamos lá admitir. Isso é muito desconfortável mas a música de Beck é geralmente assim.
A mistura de modernidade, com blues, com momentos muito folk e "cowboiescos" são bonitos, uma desconfortável passagem e, por isso, não deixa de ser perturbador.
E assim o é porque vai pegar na frustração e raiva e vai transformar Morning Phase num disco calmo, de companhia mas com uma força interior inquestionável.
É um daqueles discos para aproveitar numa tarde de sol ou num dia de chuva pois, é um disco sobre e para a vida pois, fala unica e exclusivamente sobre ela.
Nas palavras do site Clash Music, "'These are the words we use to say goodbye', perhaps this album is less about the comeback, more about closure".
Não encontraria melhor forma de terminar esta review (tendo a secreta esperança de que o Beck se mantenha assim. Provavelmente, teremos uma longa relação.)
Músicas obrigatórias: Cycle, Morning, Blue Moon e Waking Light.

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