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06/07/2015

Benjamim na volta a Portugal em 33 dias

Benjamim não pára de surpreender.

O cantautor antecipa o lançamento do seu primeiro disco Auto-rádio, com uma sequência de concertos de norte a sul de Portugal. O conceito é simples - correr Portugal de lés-a-lés, durante 33 dias em 33 sítios diferentes, ao volante da sua carrinha Volkswagen Golf 1996.

Faz click na imagem para aumentar
Benjamim não vai sozinho, o fotógrafo Gonçalo Pôla vai ter uma dupla função de co-piloto e documentarista desta aventura, fazendo um registo foto-videográfico, reflectindo num diário de estrada - o caminho pode ser seguido em Diário de Bordo - Benjamim.

Com dois singles já disponíveis - Os Teus Passos e Tarrafal -, o álbum estará disponível no início de Setembro, pela Pataca Discos. No entanto, a partir de 14 de Julho, o disco pode ser comprado, em exclusivo, em todos os concertos desta tourné.

23/06/2015

Review: James Bay "Chaos and the Calm" (2015)

Cheguei um pouco tarde ao fenómeno James Bay mas cheguei e não podia ter sido mais feliz!

James Bay
Chaos and the Calm
Mar 23, 2015
James Bay é um músico britânico, na plenitude da sua juventude com 24 anos e com talento para dar e vender. Com quatro EPs lançados, Bay estreia-se nos discos com Chaos and the Calm, adorado tanto por fãs como pela crítica especializada, tendo recebido o prémio de Critics' choice nos Brit Awards e um bonito 2º lugar no Sound of 2015, promovido pela BBC.

O pop/rock de Bay é (fortemente) banhado pela sua voz suspirante e memorável aliado a uma melodia suave mas marcante, tornando-se numa inspiração primaveral para dias angustiantes. James Bay orgulha-se do seu "traditional songwriting" e devolve à música a sua ingenuidade e simplicidade.

É importante destacar músicas como Hold Back the River ou Best fake smile marcadas pelo ritmo que nos transmite uma atmosfera quente e sexy mas para momentos mais calmos e relaxados recomendo Let it go e Move together.

No fim de cada audição, temos a tentação de clicar no repeat - é o que me tem acontecido há vários dias, é um disco óptimo para todos os momentos seja de trabalho, para relaxar, para conduzir... James Bay ajusta-se ao momento do nosso dia, com a sua voz potente que nos preenche e obriga-nos a "beber" cada palavra de forma intensa e vivida como se fossem nossas. Repeat, repeat, repeat!

19/06/2015

Beirut de volta às lides com "No No No"

Beirut são um alternativo muito próprio e estão de volta aos ritmos que lhes são distintos, com o single, No No No.

A banda liderada por Zach Condon marcou o dia 11 de Setembro para o lançamento do seu novo disco, com o mesmo título do single de avanço - quatro anos após o último trabalho -, sob a alçada da 4AD Records.

Vídeo produzido por Brother Willis

À música junta-se um vídeo que complementa a vivacidade tão característica de Beirut e, curiosamente, intrínseca no seu perfil idealizado em finais de tarde solarengos, cobertos pelas sonoridades melódias e a voz suave de Condon.

Um single que vai marcar as tardes quentes de Verão!

17/04/2015

Review: ††† [Crosses] "†††" (2014)

Quem ouve Crosses à espera de ouvir Deftones, bem pode tirar essa ideia...

††† (Crosses)
†††
Fev 11, 2014
Crosses são uma banda composta por Chico Moreno, Shaun Lopez e Chuck Doom, em 2011.
Com dois EPs na manga e um disco, ††† (lê-se Crosses), a banda mostra-se além do esperado.

A essência do disco é muito simples, definindo-se como "minimal and soothing". O estilo deste disco é, muitas vezes, referido como witch house - numa alusão à imagem dark, com um simbolismo considerado "obscuro" e, especialmente, por todas as canções e até o nome da banda estar graficamente representado com uma cruz "†".
Mas, isso não influenciou, de todo, a altura em que decidimos ouvir este trabalho.


Descobri a banda sem querer, numa deambulação nocturna pelo meio online, e foi uma bonita surpresa. Isto aconteceu pouco depois de terem lançado o seu primeiro EP, em 2011.
Quando lançaram o primeiro disco (digo primeiro na esperança de existirem mais no percurso) fiquei favoravelmente surpreendida.
††† é um disco que nos (pre)enche, que surpreende por ser arrebatador e inesperado. É um disco bonito, que merece ser vivido, nas mais diversas ocasiões.
A primeira impressão é que este trabalho é muito electrónico, pesado mas simples. Essa sensação não passa, aliás reafirma-se à medida que se ouve o trabalho uma e outra vez. Até que se entrenha. 

As texturas que se misturam neste disco, pelas várias influências vindas dos seus membros, trazem uma sonoridade intensa. Crosses fizeram um trabalho brilhante em envolver o ouvinte na sua melodia, no seu ritmo vincado por pesadas batidas e vozes melodramáticas, ríspidas e claras - camufladas pelas várias densidades a que Chico Moreno já nos habituou - vão alimentar a ideia dreamy que nasce, inevitavelmente, à volta do disco. Numa mistura de pop experimental, electrónica e toques de rock - este é, sem dúvida, um trabalho eclético e reflecte as várias facetas da banda.

Falar deste (incrível) †††  torna-se num exercício complicado pela sua densidade, qualidade e simplicidade das letras - que vai reforçar o poder dos instrumentais e, assim, ganhar maior responsabilidade na apresentação do disco.


13/04/2015

Benjamin deixa Walter e regressa com "Os Teus Passos"

Benjamin já não é Walter. Voltou de Londres para o coração do Alentejo, no Verão de 2013.
Em Dezembro de 2014 fez a despedida de Walter, rodeado de amigos.

Esta mudança veio revolucionar a sua maneira de olhar para o mundo, reforçado pela necessidade de voltar a escrever na sua língua. Foi na vila de Alvito que o compositor construiu um estúdio e começou a criar as canções que compõem agora o seu novo disco (em português) Auto Rádio.
Um disco que reflecte o seu universo, as pessoas do seu dia-a-dia e sem barreiras linguísticas - onde fala tanto de "memórias remotas do Portugal colonial" como de "Portugal, do Porto, que lhe vem do lado mãe, da crise, do amor" ou simplesmente "de carros a acelerar pela marginal de uma qualquer cidade à beira do Atlântico".

Assim, Auto Rádio é um disco pensado para que as pessoas "o consigam compreender", com histórias do mundo, uma língua familiar mas é, sobretudo, "um disco em busca de uma identidade que o norte da Europa tornara difusa".

Benjamin reinventou-se e lançou, recentemente, o seu primeiro single Os Teus Passos.


O disco tem data prevista de lançamento em Setembro.

27/01/2015

Review: James Blake "200 Press EP"

200 Press é o último EP de James Blake que se apresenta, mais uma vez, pautado pela inovação técnica, fugindo ao estigma da electrónica actual, renovando-se pela sua constante surpresa, sendo composto por quatro faixas, e apenas 200 edições serão editadas em formato físico, estando disponível em diversas plataformas digitais como Spotify ou no site da editora.
James Blake
200 Press EP
Dez 8, 2014
James Blake é uma caixinha de surpresas e durante a preparação do seu terceiro disco, decidiu presentear-nos com mais um EP, 200 Press, pela alçada da sua editora 1-800-Dinosaur.
Uma coisa é certa, o EP apanha-nos de surpresa.

A particularidade deste EP (sim, o Blake tem sempre uma particularidade) é que conta com três músicas e um poema escrito pelo rapaz.

Sintetizadores, remisturas e ritmo são as três palavras de ordem, embora o EP seja um pouco mais intenso do que se esperava de um James Blake geralmente melancólico, em que é possível ouvir músicas já familiares envolvidas neste novo trabalho.

Com um pensamento sempre a fugir ao perceptível, 200 Press EP apresenta um James Blake intuitivo, inteligente e hábil na arte da composição que lhe é tão característica, num espírito intelectual, eclético com aspirações hip-hop contrastante com elementos industriais, sons eléctricos e traços muito educados. Estranho?

A magia de Blake é pouco evidente, transformando-se em trabalho, tornando-se um nome cada vez mais forte e poderoso no cenário electrónico.


O melhor é que James Blake, por mais curto que seja um trabalho, nunca deixa de ser uma bonita viagem musical.

09/11/2014

Playlist Spotify: Novembro/2014 - por Alex Bigio

O Alex é um dos mentores do novo projecto Layover - que o FYMS tão intimamente acarinhou- e que antes, pertenceu aos Unwanted Heroes e Homeless (basta procurar nos arquivos do nosso site que encontraram algumas reviews...)

O rapaz "dono das vozes e guitarra rítmica" ambiciona correr o mundo com o seu novo projecto mas este mês, o FYMS convidou-o para fazer a playlist Spotify do mês de Novembro!


Foto por Filipe Vera-Cruz

Quando falámos com o Alex para esta edição do Playlist Spotify, propusemos o desafio de que as músicas não poderiam ser do estilo que toca na sua banda, Layover.

O resultado foi uma lista de artistas que vão desde Pink Floyd a Jeff Buckley, passando por Archive, Jethro Tull e Simon & Garfunkel, incluindo outros tantos.
Uma playlist diferente que merece ser ouvida - segue o link ou acompanha a playlist do Alex abaixo:



Mais informações sobre Layover aqui.

05/10/2014

Playlist Spotify: Outubro/2014 - por Miguel Vieira da Rocha

O Miguel é atualmente o baixista da banda From Kids To Heroes, banda pop-punk formada em 2012 que se prepara para lançar o seu primeiro álbum, mas a sua história no mundo da música começou há alguns anos atrás. Com 15 anos começou a tocar baixo para formar uma banda com 2 amigos seus. Até aos dias de hoje foi "coleccionando" bandas que acabariam por durar pouco mais de um mês. Dos estilos que já tocou destacam-se o metal, hardcore e punk.

O FYMS convidou-o para fazer a playlist Spotify do mês de Outubro.

Foto por Carlos Pereira


Quando perguntámos ao Miguel se queria fazer a playlist do FYMS para o mês de Outubro propusemos-lhe um desafio: A maioria das músicas da playlist não poderiam ser do estilo que toca.
O resultado? O resultado passa por uma playlist que conta com 25 músicas com bandas e artistas muitos distintos: John Mayer, Demi Lovato, Paramore, Foo Fighters, Fall Out Boy e como não poderia deixar não falharam alguns nomes portugueses: Ash is Robot, Viralata, The Black Mamba e Sam Alone.

Segue o link ou acompanha a playlist do Miguel abaixo:




02/09/2014

Playlist Spotify: Setembro/2014 - por Mike Bek

Para quem acompanha o Mike Bek desde que este começou a interessar-se por música é notória a evolução deste artista. O Mike Bek é um dos Novos Talentos Fnac e o dia 10 de Julho marcou o lançamento do seu EP "Legacy".

O FYMS convidou-o para fazer a playlist Spotify do mês de Setembro.


Foto por Rita Bártolo

Numa mistura interessante de artistas portugueses e internacionais como Chet Faker, D'ALVA, Francis Dale ou Jack White, sem esquecer o seu projecto, o Mike Bek escolhe músicas versáteis, talvez desconhecidas para os mais distraídos, que vão animar o regresso ao trabalho e aos estudos de muitos dos que nos seguem.

Segue o link ou acompanha a playlist do Mike Bek abaixo.


04/08/2014

Playlist Spotify: Agosto/2014 - por Alex D'Alva Teixeira

Alex D'Alva Teixeira é metade do duo que tem vindo a conquistar críticos e público desde há uns meses para cá, após o lançamento do bem sucedido primeiro disco #batequebate.

O FYMS convidou-o para fazer a playlist Spotify do mês de Agosto.

Fotografia por Vera Marmelo

Numa mistura interessante de artistas portugueses e internacionais como Buraka Som Sistema, Capitão Fausto, Salto a Beyoncé, Toro y Moi ou Klaxons, sem esquecer o seu projecto D'ALVA, o Alex escolhe músicas versáteis que vão animar os próximos dias de Agosto.

Segue o link ou acompanha a playlist do Alex abaixo.


15/05/2014

"Ultraviolence", de Lana Del Rey, vai ser lançado em Junho

O disco sucessor de Born to Die chega ao público, dias antes da artista actuar na edição deste ano do festival britânico Glastonbury.


A data confirmada para o lançamento de Ultraviolence é o dia 16 de Junho.

O disco vai ser lançado em três formatos: CD, vinil e formato digital, contando também com uma edição de coleccionador.

Este segundo trabalho, cuja capa foi revelada há uns dias, vai incluir temas - já conhecidos - como Money Power Glory ou The Other Woman, que já tem como single de apresentação West Coast - ler aqui.

15/04/2014

Lana del Rey lança novo single "West Coast"

A norte-americana Lana del Rey lançou ontem West Coast, o single de avanço de Ultraviolence.

West Coast é uma canção muito diferente dos temas melodramáticos do anterior Born to Die, tendo um som muito característico e teatral dos anos 80, baseando-se numa guitarra solitária e em vozes ansiosas e intensas que envolvem todo o tema.


Entretanto, Lana del Rey apresentou o single ao vivo, no festival Coachella, onde tocou no passado fim-de-semana - tendo sido incrivelmente bem recebido pela audiência presente.

Ultraviolence conta com a colaboração de Dan Auerback - conhecido por ser membro dos The Black Keys. A cantora descreve este Ultraviolence como "muito forte e intenso. É incrivelmente bonito - mais obscuro que o primeiro" - e tem como data prevista de lançamento, o dia 1 de Maio.

05/04/2014

Entrevista // Ermo

Vistos como uma das maiores promessas da música Portuguesa dos últimos anos, os Ermo são compostos por António Costa e Bernardo Barbosa cujo trabalho é motivado pela vontade de fazerem música única, desenvolvendo um som muito particular - fortemente influenciados pela música feita em Portugal e por música mais moderna.

Com um EP em 2012 e um disco Vem Por Aqui - lançado em Novembro de 2013 -, acrescentando um novo EP Amor vezes quatro que vem a caminho, o projecto conversou connosco sobre a música em Portugal, as suas influências e o seu futuro.

Lê a entrevista na íntegra abaixo.

FYMS: Numa altura em que Portugal não vive os seus melhores tempos, Vem por aqui fala do nosso país. Traduzem nas vossas canções o carinho que sentem por Portugal e de certa forma a vossa opinião sobre a situação em que vivemos? 
Completamente. É de resto um pouco essa a ideia; um retrato de Portugal que vise não só uma posição realista – ou seja, de fora, analítica numa certa medida – mas também uma posição mais pessoal, a declaração de um ponto de vista próprio. 

FYMS: Em que medida é que a historicidade de Braga e o seu ambiente influenciaram os sons e músicas que vocês produzem?
Enquanto habitantes de Braga não podíamos deixar de nos sentir afectados, na hora de compor música, por aquilo que a cidade representa. E penso que é possível subtrair daquilo que fazemos um pouco da mística que por cá existe.

FYMS: Em 2012 foram apontados como das maiores promessas musicais para 2013 pela TimeOut.
2013 marcou o lançamento do “Vem por aqui” e alguns concertos em Portugal e no estrangeiro. Como está a correr esta aventura? Com tem sido a aceitação em Portugal e lá fora? 
Tem corrido muito bem! O álbum foi bem recebido e é um trabalho com o qual estamos muito satisfeitos; os concertos e as opiniões de quem nos vê parecem confirmar que também ao vivo existe uma boa resposta por parte do público. Quanto aos concertos lá fora (durante a tour internacional de Dezembro e também na Galiza, pouco depois disso) podemos apenas dizer que fomos surpreendidos pelo quão bem as pessoas parecem ter recebido a mensagem da nossa música, mesmo não compreendendo o português.

FYMS: Como vêm a música portuguesa hoje em dia? Sentem que projetos de apoio e divulgação como a Optimus Discos são fundamentais para a evolução da nossa música?
A música portuguesa segue hoje em dia um bom rumo, e especialmente cresce em número de criadores (algo que também se torna possível devido ao carácter peculiar dos tempos que vivemos). Os apoios consistiram sempre num dos critérios de sobrevivência de qualquer artista, pelo que apenas podemos louvar (enquanto produtores e consumidores) todas as ajudas que contribuem para que continue a existir uma cena musical sólida no nosso país. Obviamente, continua a ser muito difícil manter um projecto artístico de qualquer espécie num país que, apesar de tudo, ainda se mostra muito vedado à cultura; é necessário começar a compreender esta enquanto uma prioridade (mesmo política e económica) para que qualquer coisa mude substancialmente.

FYMS: Começaram este ano com uma alguns concertos em Inglaterra e França. Quais são os planos para 2014?
Em 2014 pretendemos continuar a tocar; não dizemos que não a um regresso ao estrangeiro, embora para já esse não seja um dos pontos principais da nossa agenda. Queremos também lançar um EP, que já se encontra totalmente composto e que se chamará Amor vezes quatro, e acerca do qual teremos certamente notícias num futuro próximo.

FYMS: A vossa sonoridade junta sons e vozes que à partida não imaginaríamos juntos. Podemos esperar mais “surpresas” no futuro? 
O conceito de surpresa subentende imediatamente algo de inesperado, do qual não se está à espera. Penso que deste projecto podem esperar a continuação de muito trabalho, e principalmente um contributo sempre sincero; vamos continuar a fazer aquilo que acharmos melhor e aquilo que considerarmos mais interessante. Nada nos dará mais prazer do que sentir a curiosidade dos outros no que toca ao nosso projecto.

FYMS: Perguntas da Praxe: 
a) Um dia... 
editamos o nosso EP, talvez em Setembro mas definitivamente antes do final deste ano. 
b) O melhor que podem dizer sobre mim... 
é a verdade. O comentário sincero é o único que interessa. 
c) O pior que podem dizer sobre mim... 
é nada. Todas as críticas, desde que fundamentadas, possuem o seu valor; em todo o tipo de modelo artístico o silêncio é o pior tipo de insulto. 
d) Daqui a 10 anos... 
esperamos que a nossa música continue a ser do interesse de quem nos ouve. 

FYMS: O que diriam aos leitores do FYMS? 
Para que descubram a nossa música, se ainda não a conhecem, e para que caso gostem do que fazemos continuem atentos às nossas novidades e também ao que de novo aparece aqui no site!

10/03/2014

Daft Punk e Jay Z colaboram em "Computerized"

E quando o improvável acontece?

Computerized é o resultado da colaboração entre os electrónicos robots Daft Punk e o reconhecido rapper Jay Z.


Não existe qualquer informação disponível sobre a gravação ou se terá um lançamento oficial mas ao que tudo indica que esta colaboração já tem algum tempo (antes do apoio oficial da marca Samsung no novo trabalho do rapper Magna Carta Holy Grail, em que Jay Z pronuncia "She got jealous/I was tapping on my BlackBerry").

Alguns rumores indicam que Kanye West esteve envolvido no processo da música, o site inglês Pitchfork (ver link) nega o envolvimento do músico e produtor norte-americano.



05/03/2014

Review: Beck "Morning Phase" (2014)

Começo por dizer que a minha paixão por Beck é deveras recente.

Tão recente que só começou com este Morning Phase. Talvez por isso, esta review vai pecar por falta de conhecimentos mais profundos do seu trabalho e das supostas analogias e comparações às quais deveria referir com algum gosto.


Beck
Morning Phase
Feb 21, 2014

Há quem diga que seja um regresso ao disco Sea Changes, de 2002 - em estilo mas não, propriamente, no som.
O certo é que, tal como esse disco, Morning Phase vai mostrar um Beck de coração partido, sendo - provavelmente - o seu disco mais íntimo e honesto.
Mas não pensem que é mais um disco de 50 minutos repletos de músicas lamechas a tocar o deprimente.
Beck aceita a desilusão amorosa como uma dor temporária e ao longo do disco, vai mostrar todos os altos e baixos ao lidar com essa desilusão.

Tendo como paralelismo Sea Change, a semelhança de sonoridade e influências é mais que evidente, no entanto, há algo de novo, inspirador e muito puro nesta nova composição de Morning Phase.

Há toda uma aura delicada de medo e dor e isso reflecte-se pela forma (quase) inesperada como Beck manipula os instrumentos e a forma como os ouvimos. E vamos lá admitir. Isso é muito desconfortável mas a música de Beck é geralmente assim.

A mistura de modernidade, com blues, com momentos muito folk e "cowboiescos" são bonitos, uma desconfortável passagem e, por isso, não deixa de ser perturbador.
E assim o é porque vai pegar na frustração e raiva e vai transformar Morning Phase num disco calmo, de companhia mas com uma força interior inquestionável.

É um daqueles discos para aproveitar numa tarde de sol ou num dia de chuva pois, é um disco sobre e para a vida pois, fala unica e exclusivamente sobre ela.

Nas palavras do site Clash Music, "'These are the words we use to say goodbye', perhaps this album is less about the comeback, more about closure".

Não encontraria melhor forma de terminar esta review (tendo a secreta esperança de que o Beck se mantenha assim. Provavelmente, teremos uma longa relação.)

Músicas obrigatórias: Cycle, Morning, Blue Moon e Waking Light.

01/02/2014

Pernas de Alicate, Mosca (DJ Ride)

Pernas de Alicate estão sempre a inovar - isso é, um facto.

As realidades da música e imagem misturam-se de forma graciosa e chamam à atenção por serem tão particulares.

A verdade é que já conhecemos Mosca, a música de apresentação do projeto e que nos transportou para o mundo dos Pernas.
Esta é uma nova versão da música pelas mãos de um dos DJ's e produtores mais conceituados da atualidade que dá uma nova realidade a Mosca.
Com fortes inspirações no hip-hop, DJ Ride transforma Mosca num verdadeiro hit para o Verão que ainda está para vir.

O video conta, novamente, com a colaboração de Alec Strang, com quem já tinham colaborado em Barba.

Sempre inovadores, Carlos BB e Sara Feio continuarão a surpreender!


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