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27/09/2014

Entrevista // (B) Fachada

O B Fachada é uma referência na música Portuguesa pela sua sonoridade diferente e intima, contrastante com energéticas performances.

No Fusing, o FYMS conversou com o Fachada sobre a sua música, o "regresso" e a simples história do motivo da mudança do nome.

Vê o início do concerto do Fachada aqui.

 
Lê a review do concerto do Fachada no Fusing aqui.

25/09/2014

Entrevista // Dead Combo

Passado pouco mais de um mês, o FYMS ainda celebra o Fusing.

Na altura do festival, tivemos oportunidade de falar com algumas bandas e artistas - nomeadamente, o Pedro Gonçalves dos Dead Combo, numa tarde solarenga mas ventosa em que falámos de alguns temas relacionados com a banda, a sua sonoridade e performance.

Confere tudo abaixo!

 

Lê a review do concerto dos Dead Combo e muito mais aqui.

09/09/2014

Entrevista // For Pete Sake

O FYMS andou pela Figueira da Foz, em meados de Agosto, para celebrar a música Portuguesa - e não só - com o festival Fusing Culture Experience.

Os For Pete Sake foram uma das bandas a actuar neste festival - lê a review sobre eles aqui - mas antes, tivemos a oportunidade de conversar com alguns membros da banda.

Num ambiente descontraído e solarengo, a conversa tornou-se reveladora e muito ambiciosa e a banda mostrou-nos o seu lado mais humilde e vivaz mas... vê o resultado abaixo!


13 de Setembro no Musicbox
Mais informações aqui

13/08/2014

Entrevista // You Can't Win, Charlie Brown

Quem segue o FYMS sabe que somos verdadeiros fãs dos You Can't Win, Charlie Brown...
Seja pela música, seja pela sua presença como pela sua simpatia, a banda conquistou um lugar no nosso coração e é por isso que cada conversa com eles é um verdadeiro gosto!

No meio do jardim da Estrela, conversámos com o João Gil e o Salvador Menezes, dois dos seis membros dos YCWCB, para falarmos sobre os diversos temas, incluindo a sua participação no Fusing Culture Experience.


Dia 14 de Agosto, no Fusing Culture Experience

11/08/2014

Entrevista // Noiserv

Ainda numa onda inspirada no Fusing (cada vez mais próximo), fomos conversar com o Noiserv.

Em pleno Jardim de Santa Clara e uma vista inspiradora, conversámos sobre o seu projecto a solo, as suas inspirações e o futuro da música.

Uma conversa que merece ser partilhada!



A não perder, o Noiserv no dia 14 de Agosto, pelas 19:50, no Fusing

06/08/2014

Entrevista // Organização do FUSING Culture Experience

Para os mais atentos, o FYMS tem vindo a falar do Fusing com alguma frequência - que é um festival que reúne não só música como outros tipos de arte, desporto e gastronomia - e com direito a uma praia privada!

O FYMS encontrou-se com o Carlos e o João, da organização do festival, para nos explicarem o conceito por trás do Fusing, histórias e muitas curiosidades.


Nos dias 14 a 16 de Agosto, visitem o Fusing na Figueira da Foz.

05/08/2014

Entrevista // Capitão Fausto

Julho e Agosto primam por ser os meses dos festivais de Verão em Portugal e os Capitão Fausto são uma das bandas mais requisitadas para estes eventos que aliam a música, à cultura e à descoberta.

Numa conversa animada, no Quiosque característico do Princípe Real, o FYMS sentou-se com parte dos Capitão Fausto numa conversa que não só aborda o último disco da banda, bem como, momentos mais descontraídos.


Para mais informações sobre os Capitão Fausto sigam o link.

19/07/2014

Entrevista // Salto

Os Salto são uma das bandas mais energéticas e talentosas que andam por cá e o FYMS teve o gosto de (voltar a) trocar algumas palavras.

Entre novas músicas, concertos e experiências, é de relembrar que os Salto vão estar presente na edição deste ano do Fusing, na Figueira da Foz - segue-nos e fica a par de tudo!

FYMS: Salto ainda é “de quem ouvir”?
Ainda é e para sempre o será!

FYMS: Depois do grande sucesso do vosso primeiro álbum lançam agora o EP “Beat Oven #1”. É um EP com uma sonoridade muito diferente do álbum com que se apresentaram ao nosso público. É esta uma nova fase dos Salto?
Queremos constantemente fazer mais, fazer melhor do que fazíamos e também inovar. É esse o espírito que nos move. O “Beat Oven” foi uma forma de darmos espaço às nossas explorações electrónicas sem a limitação de as termos que pensar para um álbum onde estarão sobretudo canções. Queremos que as duas vertentes cresçam sem se limitarem.

FYMS: Se o James Blake é uma das referência no vosso primeiro álbum, quem são, agora, as vossas referências?
As referencias são sempre a música que estamos a ouvir e que mais nos entusiasma. Neste momento temos ouvido muito, Hiatus Kaiyote, The Stepkids, Unknown Mortal Orchestra, por exemplo.

FYMS: Optaram por criar um EP com três músicas disponibilizando-o online para download gratuito. Acham que é por ai que passa o futuro da música?
Neste momento isso é o presente, uma das possibilidades. Vai sempre existir quem compre música e quem faça o download. Os streammings gratuitos, ou com fidelização de clientes é também um dos caminhos. O grande futuro da música é continuar a fazer-se boa música para as pessoas  a quererem ouvir, comprar/downloadar e ver os concertos, saírem de casa, mexerem-se!

FYMS: Tocaram no Rock In Rio e na festa do Tradiio. Como é a aceitação das pessoas em relação à vossa música?
A aceitação continua a ser boa mas já notamos que as pessoas estão ansiosas pelo segundo álbum!

FYMS: Vão tocar no próximo mês de Agosto no festival Fusing Experience que faz uma boa aposta no enorme talento nacional. Como acham que tem vindo a ser o apoio à música Portuguesa?
O apoio tem sido bom e a visibilidade tem vindo a aumentar, o que aumenta a exigência e como consequência a qualidade também.

FYMS: Passados alguns anos deste o vosso primeiro trabalho. Conseguem nomear alguma música como a vossa preferida? Aquela que vos dá mais gozo tocar ao vivo?
É difícil escolher uma. Neste momento só tocamos no concerto as músicas que realmente nos entusiasmam aos 4 a tocar. Gostamos muito das músicas novas que já andamos a experimentar ao vivo, é uma novidade para nós e para o público. São grandes as expectativas de ver as primeiras reacções das pessoas ao ouvirem as músicas novas.

FYMS: Depois de lançarem um EP e de darem alguns concertos, o que se segue para os Salto?
Segue-se mais música nova, um segundo álbum e danças sincronizadas ao vivo.

FYMS: Qual é a vossa opinião sobre a música feita em Portugal?
É boa! Venham mais! Façam mais! É sempre precisa mais!

FYMS: Perguntas da praxe:
a.     Um dia... vamos dar um concerto em Marte
b.     O melhor que podem dizer sobre nós...é que cheiramos bem dos pés
c.     E o pior é... que cheiramos mal
d.     Daqui a dez anos... vamos estar a tocar pela segunda vez em Marte

FYMS: O que diriam aos leitores do FYMS?
Nunca se esqueçam, lembrem-se sempre!

Ouve o EP Beat Oven #1 neste link.
Mais informações sobre os Salto, vê aqui.


07/06/2014

Entrevista // Yesterday

O projecto Yesterday, liderado pelo português Pedro Augusto, ganhou, em 2006, o festival Termómetro Unplugged e em 2012, participou na compilação Novos Talentos FNAC e venceu, igualmente, o prémio Jovens Criadores.


Em conversa com o FYMS, Pedro Augusto vai falar sobre as suas influências, do seu mais recente trabalho The Waiting e da forma como se revê enquanto músico.

Tudo bons motivos para seguir a leitura na íntegra da conversa, abaixo.


FYMS: Yesterday é o nome deste projecto. Alguma vez pensaste fazer música com o teu nome – Pedro Augusto?
Sim! Houve uma altura, entre 2006 e 2009, em que descobri que conseguia cantar em português. Até aí tinha sido muito difícil expressar-me musicalmente na nossa língua e não conseguia encontrar uma forma de cantar as palavras que se arrastasse e que não fosse agressiva na dicção. Quando, ao ouvir muitas histórias antigas dos meus avós, eu comecei a anotar as palavras deles e a transformá-las em música, a palavra “Yesterday” teve um pequeno percalço e, por momentos, achei que o meu nome próprio era a melhor expressão desse período. Mais tarde, apercebi-me que a palavra “Yesterday” não tinha perdido assim tanto o sentido e nunca cheguei a abandoná-la.

FYMS: Quais são as tuas principais influências para a tua música?
Eu cresci a ouvir Cranberries. Contudo, quando a banda terminou, deparei-me com uma espécie de vazio; quase como se eu, depois disso, tivesse que descobrir música pela primeira vez. Foi aí que eu involuntariamente encontrei os Dead Can Dance, Mazzy Star, Pj Harvey, Bjork, Radiohead e que são influências, não porque influenciam a minha música directamente, mas porque, indirectamente, marcaram um novo período da minha vida pessoal – uma espécie de entrada na idade adulta. Mas, em geral, não sou um grande apaixonado por música.

FYMS: Onde te revês enquanto músico?
Um pouco à margem da indústria musical. Às vezes, sinto-me nos limites de um círculo onde nem toda a gente entra e apercebo-me, ao mesmo tempo, que prefiro ficar cá fora.

FYMS: Lançaste o teu sexto disco sob o nome “The Waiting”? Houve muita espera?
O sentimento de espera não esteve relacionado com a divulgação do álbum, nem com as condições da sua gravação. Teve a ver mais com o sentimento que está por detrás da construção de um álbum. Geralmente, este sentimento de espera esteve e estará sempre presente: as minhas músicas nascem sempre de um sentimento mais ou menos forte de fascínio por algo que nunca se deixará ver e isso implica sempre uma espera. No período subjacente a este álbum, isso expressou-se ainda com mais força.

FYMS: Sentes que este novo trabalho está a ter uma maior aceitação pelo público?
Este é o primeiro álbum onde decidi fazer uma divulgação profissional e, por isso, é normal que o seu alcance seja maior. Hoje em dia, apercebo-me, cada vez mais, que o alcance de um produto tem menos a ver com a maior ou menor qualidade do mesmo, mas com os meios disponíveis para o poder divulgar.

FYMS: Existe algum artista com quem gostasses de trabalhar?
Sou um pouco fascinado com sons electrónicos e samples. Quando ouço um ritmo, começo logo, involuntariamente, a arranjar melodias para sobrepor. Por isso, gostaria de trabalhar com alguém que me fizesse desbloquear essas melodias. Neste momento, já me encontro a trabalhar com um artista americano nesse sentido. Não posso, contudo, esconder o meu fascínio pela PJ Harvey.

FYMS: Como achas que está música Portuguesa?
É um pouco difícil responder a esta pergunta. Às vezes temos um pouco a noção de que a música Portuguesa é apenas aquilo que se ouve nas rádios. Já há lugar para os artistas portugueses nos canais de divulgação, mas para lá chegar continuam a ser precisos meios (sobretudo financeiros). Acho que a qualidade dos projectos musicais não está nada relacionada com qualidade de gravação, prestação ao vivo ou com o facto de aparecer ou não na rádio. Há por aí projectos que se mantêm na “sombra” e que são muito mais entusiasmantes do que as coisas às quais temos um acesso mais ou menos massificado.

FYMS: Perguntas da Praxe:
a) Um dia... gostava de poder viver para criar.
b) O melhor que podem dizer sobre mim... é ser honesto.
c) O pior que podem dizer sobre mim... é que não adapto e que isso é sinal de preguiça.
d) Daqui a 10 anos... vou estar, provavelmente, a gravar em casa o meu 11º disco.

FYMS: Quais são os próximos planos para Yesterday?
Como eu nunca paro de compor, já há novos temas para além dos do “The Waiting”. Alguns deles podem passar por colaborações com outros músicos, sobre as quais me encontro já a trabalhar. Encontro-me a fazer pequenas apresentações ao vivo e assim continuarei nos próximos meses.

FYMS: O que dirias aos leitores do FYMS?
Que, hoje em dia, quanto mais fácil acesso temos às coisas, mais temos que nos esforçar por encontrar outras… Espero que encontrem o meu novo álbum!


Mais informações sobre o artista aqui.

30/05/2014

Entrevista // Throes + The Shine

Throes + The Shine são um projecto, composta pelo André e o Diron nas vozes, Igor Domingues na bateria e percussão, João Brandão no baixo e produção e Marco Castro na guitarra e sintetizadores, e que junta em si só toda a potencialidade de um género muito próprio - o rockduro (que deu nome ao seu primeiro trabalho, publicado em 2012).

Nas andanças da música já algum tempo, os Throes + The Shine deram-nos uma entrevista onde falam da sua visão da música, do seu mais recente disco Mambos de Outros Tipos - lê a nossa review aqui - e revelam-nos o seu futuro.

Lê a entrevista na íntegra abaixo.

FYMS: Throes + The Shine são uma banda muito particular. Como é que vocês se definem?
Definimo-nos como uma banda que procura misturar géneros musicais de culturas diferentes. Algo que é consequência das origens muito distintas dos membros da banda. E claro, queremos ser uma banda que é capaz de despertar a alegria e diversão nos nossos ouvintes, seja em disco, seja em concerto.

FYMS: Para vocês, quais são as principais diferenças entre o primeiro disco “Rockuduro” e este “Mambos de Outros Tipos”?
A nossa maturidade e a confiança que temos uns com os outros. Isto levou a que o disco explorasse sonoridades mais diversas em relação ao Rockuduro. Há mais África, há mais melodia e há mais conteúdo lírico. Essencialmente, é uma evolução em relação ao primeiro disco e é um ponto de viragem para o futuro, certamente.

FYMS: Qual é a principal mensagem de “Mambos de Outros Tipos”?
O “Mambos de Outros Tipos” em uma mensagem unificadora. É um disco que se foca na celebração da alegria, da valorização das culturas e da importância de as aceitarmos plenamente, independentemente das suas diferenças. É algo que acaba por ser bastante ligado à forma como o disco foi composto, daí o nome que lhe demos.

FYMS: Como tem sido a recepção deste trabalho?
Para já tem sido muito boa, tanto a nível crítico, como a nível de receção das novas músicas em concerto.

FYMS: Quem vos vê ao vivo, pode estar muita festa e celebração. É assim que vocês vêem a vossa música?
Completamente. O sentido desta banda é mesmo esse, é uma festa e uma celebração. Se as pessoas se conseguirem divertir connosco, consideramos que a missão foi cumprida.

FYMS: Começam a ter uma grande aceitação da vossa música fora de Portugal.  Quais são as diferenças entre o público estrangeiro e os fãs portugueses?
As diferenças entre o público estrangeiro e o português não são muito grandes. Sentimo-nos apreciados de igual forma por ambos. No entanto é um pouco estranho reparar que somos convidados para grandes palcos com maior frequência fora de portas do que o contrário. O que não é algo mau, de todo. Mas dá que pensar, apesar de tudo.

FYMS: Como achas que está música Portuguesa?
A música Portuguesa está em excelente estado. Há cada vez mais projetos interessantes, com pernas para andar e capazes de nos deixar orgulhosos da capacidade dos nossos artistas. Tem sido uma evolução bonita de se ver, e que tem sido cada vez mais eclética.

FYMS: Perguntas da Praxe:
a) Um dia… Vamos tocar a Angola!
b) O melhor que podem dizer sobre mim…  Que fizemos a festa!
c) O pior que podem dizer sobre mim… Que somos aborrecidos!
d) Daqui a 10 anos… Queremos ter mais uns discos e uma porrada de concertos  dados e países com uma cruzinha no mapa!

FYMS: Quais são os planos para o futuro?
Para já passam por promover o “Mambos de Outros Tipos” o máximo possível, extrair mais uns singles do mesmo e correr o maior número de palcos que conseguirmos. Depois disto, que venha o terceiro disco e tudo outra vez!

FYMS: O que dirias aos leitores do FYMS?
Sigam-nos no facebook (https://www.facebook.com/throestheshine) e no twitter (https://twitter.com/ThroesTheShine) para acompanharem as nossas novidades , apareçam nos nossos concertos e continuem a ler o FYMS, que é só malta porreira!

15/04/2014

Off The Record #1: Pernas de Alicate

Hoje estreamos a nova rubrica Off The Record, em que o objectivo principal é mostrar um outro lado bandas que nós já falámos no FYMS.
De um modo mais informal - e bastante divertido -, em locais íntimos e especiais para essas pessoas onde nos vão falar de temas actuais, de música, dos próximos projectos e ideias para o seu futuro.

Nada melhor do que começar esta secção com os incríveis Pernas de Alicate.

05/04/2014

Entrevista // Ermo

Vistos como uma das maiores promessas da música Portuguesa dos últimos anos, os Ermo são compostos por António Costa e Bernardo Barbosa cujo trabalho é motivado pela vontade de fazerem música única, desenvolvendo um som muito particular - fortemente influenciados pela música feita em Portugal e por música mais moderna.

Com um EP em 2012 e um disco Vem Por Aqui - lançado em Novembro de 2013 -, acrescentando um novo EP Amor vezes quatro que vem a caminho, o projecto conversou connosco sobre a música em Portugal, as suas influências e o seu futuro.

Lê a entrevista na íntegra abaixo.

FYMS: Numa altura em que Portugal não vive os seus melhores tempos, Vem por aqui fala do nosso país. Traduzem nas vossas canções o carinho que sentem por Portugal e de certa forma a vossa opinião sobre a situação em que vivemos? 
Completamente. É de resto um pouco essa a ideia; um retrato de Portugal que vise não só uma posição realista – ou seja, de fora, analítica numa certa medida – mas também uma posição mais pessoal, a declaração de um ponto de vista próprio. 

FYMS: Em que medida é que a historicidade de Braga e o seu ambiente influenciaram os sons e músicas que vocês produzem?
Enquanto habitantes de Braga não podíamos deixar de nos sentir afectados, na hora de compor música, por aquilo que a cidade representa. E penso que é possível subtrair daquilo que fazemos um pouco da mística que por cá existe.

FYMS: Em 2012 foram apontados como das maiores promessas musicais para 2013 pela TimeOut.
2013 marcou o lançamento do “Vem por aqui” e alguns concertos em Portugal e no estrangeiro. Como está a correr esta aventura? Com tem sido a aceitação em Portugal e lá fora? 
Tem corrido muito bem! O álbum foi bem recebido e é um trabalho com o qual estamos muito satisfeitos; os concertos e as opiniões de quem nos vê parecem confirmar que também ao vivo existe uma boa resposta por parte do público. Quanto aos concertos lá fora (durante a tour internacional de Dezembro e também na Galiza, pouco depois disso) podemos apenas dizer que fomos surpreendidos pelo quão bem as pessoas parecem ter recebido a mensagem da nossa música, mesmo não compreendendo o português.

FYMS: Como vêm a música portuguesa hoje em dia? Sentem que projetos de apoio e divulgação como a Optimus Discos são fundamentais para a evolução da nossa música?
A música portuguesa segue hoje em dia um bom rumo, e especialmente cresce em número de criadores (algo que também se torna possível devido ao carácter peculiar dos tempos que vivemos). Os apoios consistiram sempre num dos critérios de sobrevivência de qualquer artista, pelo que apenas podemos louvar (enquanto produtores e consumidores) todas as ajudas que contribuem para que continue a existir uma cena musical sólida no nosso país. Obviamente, continua a ser muito difícil manter um projecto artístico de qualquer espécie num país que, apesar de tudo, ainda se mostra muito vedado à cultura; é necessário começar a compreender esta enquanto uma prioridade (mesmo política e económica) para que qualquer coisa mude substancialmente.

FYMS: Começaram este ano com uma alguns concertos em Inglaterra e França. Quais são os planos para 2014?
Em 2014 pretendemos continuar a tocar; não dizemos que não a um regresso ao estrangeiro, embora para já esse não seja um dos pontos principais da nossa agenda. Queremos também lançar um EP, que já se encontra totalmente composto e que se chamará Amor vezes quatro, e acerca do qual teremos certamente notícias num futuro próximo.

FYMS: A vossa sonoridade junta sons e vozes que à partida não imaginaríamos juntos. Podemos esperar mais “surpresas” no futuro? 
O conceito de surpresa subentende imediatamente algo de inesperado, do qual não se está à espera. Penso que deste projecto podem esperar a continuação de muito trabalho, e principalmente um contributo sempre sincero; vamos continuar a fazer aquilo que acharmos melhor e aquilo que considerarmos mais interessante. Nada nos dará mais prazer do que sentir a curiosidade dos outros no que toca ao nosso projecto.

FYMS: Perguntas da Praxe: 
a) Um dia... 
editamos o nosso EP, talvez em Setembro mas definitivamente antes do final deste ano. 
b) O melhor que podem dizer sobre mim... 
é a verdade. O comentário sincero é o único que interessa. 
c) O pior que podem dizer sobre mim... 
é nada. Todas as críticas, desde que fundamentadas, possuem o seu valor; em todo o tipo de modelo artístico o silêncio é o pior tipo de insulto. 
d) Daqui a 10 anos... 
esperamos que a nossa música continue a ser do interesse de quem nos ouve. 

FYMS: O que diriam aos leitores do FYMS? 
Para que descubram a nossa música, se ainda não a conhecem, e para que caso gostem do que fazemos continuem atentos às nossas novidades e também ao que de novo aparece aqui no site!

23/03/2014

Entrevista // Nobody's Bizness

Nobody's Bizness são uma banda de Blues, vindos de Lisboa, e composta pela Petra Pais (voz), Luís Ferreira (guitarras e guitarra dobro, clássica em blues), Pedro Ferreira (guitarras, banjo e coros) e Luís Oliveira (baixo e coros).

Há uns dias, surgiu a possibilidade de conversarmos com os jovens Nobody's Bizness sobre o novo disco Donkey, do seu apoio a uma associação de preservação de burros e da música Portuguesa.

Fica em baixo o resultado da nossa entrevista.



FYMS: Is it Nobody’s Bizness?
Esperemos que não, que seja everybody’s bizness sempre que possível!

FYMS: Estiveram alguns anos apenas a interpretar êxitos de algumas lendas dos blues. Anos mais tarde, lançaram o vosso primeiro álbum. Sentiram necessidade de criar as vossas próprias canções e deixar uma marca mais vincada na história da música?
Acho que foi um percurso natural a partir do momento em que decidimos trabalhar em estúdio o que já fazíamos ao vivo. Os temas que interpretávamos tinham muito trabalho criativo por trás, os arranjos eram quase temas originais, até porque nalguns casos existiam temas cuja versão original nunca tínhamos ouvido. Chegados ao estúdio decidimos que essa energia podia ser direcionada para a nossa própria música.

FYMS: Recorreram ao Crowdfunding para produzirem este segundo álbum. Como foi esse processo? Foi mais difícil do que esperavam? Como foi a aceitação do vosso público a este “pedido”?
A ideia partiu de uma amiga nossa que fez um workshop da PPL, que é uma plataforma de crowdfunding 100% portuguesa e que foi onde lançámos a campanha. No início não estávamos muito confiantes porque sabemos que esta é uma altura complicada para todos mas a verdade é que excedeu as nossas expectativas, não só conseguimos o valor que pedimos como o ultrapassamos. Foi interessante perceber que quem nos segue estava disposto a contribuir e a envolver-se no projecto de forma mais directa.

FYMS: O novo albúm Donkey ajuda a associação Burricadas (Associação para a Preservação do Burro). Porquê o apoio a esta associação?
Desde que pensámos no disco que queríamos apoiar uma associação de preservação de Burros, inicialmente do burro Mirandês depois do Pedro Ferreira ter visitado uma associação no norte e ter ficado totalmente apaixonado. Quando começámos a procurar, descobrimos a Burricadas e vimos que o trabalho que faziam era (para nós) ainda mais relevante porque não só o faziam sem distinções de raça como o faziam sem apoios (a preservação do burro Mirandês é elegível a fundos europeus). Recolhem burros maltratados e em fim de vida, é um trabalho que mais ninguém faz e tem muito valor. Os burros são animais dóceis e leais, merecem um fim de vida digno depois de décadas de serviço.

FYMS: Que artistas vos inspiram? Com que artistas gostariam de trabalhar no futuro?
Todos nós temos passados musicais muito distintos que convergem nalguns pontos como o Neil Young, o JJ Cale, o Zeca Afonso ou Paul Simon, mas ouvimos todos coisas muito diferentes. Em relação à segunda parte da pergunta felizmente acho que neste momento já conseguimos trabalhar com a maioria dos artistas que gostamos em Portugal, somos uns sortudos, temos gente cheia de talento à volta!

FYMS: Olhando para trás como acham que tem evoluído a música Portuguesa?
Acho que estamos a atravessar uma fase brilhante, cada vez surgem mais e melhores projectos em todas as áreas, produz-se e grava-se com mais cuidado. É uma pena o mercado não acompanhar.

FYMS: Perguntas da Praxe:
a) Um dia... 
os músicos em Portugal passam a ser pagos pelo seu trabalho. Hoje não é o dia.
b) O melhor que podem dizer sobre mim...
este disco é a vossa cara.
c) O pior que podem dizer sobre mim... 
acho que não há nada tão mau que nos faça pensar muito nisso. Falem de nós à vontade, é só o que queremos.
d) Daqui a 10 anos... 
esperamos ter mais 5 discos gravados e dezenas de padrinhos para os burrinhos da Burricadas.

FYMS: O que dirias aos leitores do FYMS?
Ouçam o Donkey, visitem a Burricadas, apadrinhem burros, vejam música ao vivo e comprem muitos discos!

Descobre mais sobre a associação Burricadas aqui.

16/03/2014

Entrevista // Filho da Mãe

Filho da Mãe é o projecto de Rui de Carvalho que, recentemente, lançou Cabeça, um disco independente que conta com a ajuda da Cultura Fnac.
O disco está ainda assegurado na versão digital pela Universal Music Portugal e na versão vinil pelo Lovers & Lollypops.

Há uns dias, juntamo-nos ao Filho da Mãe para uma conversa modesta onde nos fala da sua música, das mudanças da música Portuguesa e do futuro.
Vê abaixo a entrevista completa.

Descobre mais sobre Filho da Mãe aqui.

13/02/2014

Entrevista // The Hound

The Hound é o alter-ego do músico Vitor Teixeira.

Recentemente, lançou o seu primeiro EP - The Hound EP - e aceitou o nosso convite para uma conversa animada, numa tarde agitada em plena Lisboa.

A falar das suas aspirações, ideias e do futuro, vê agora a entrevista completa com o The Hound.


Descobre mais sobre The Hound aqui.

17/09/2013

Interview // With Naked Affair (in Portuguese)

Regarding the launch of the first video of Naked Affair we had a small talk with the mentor of Naked Affair.
Naked Affair is a project of Manuel Salvador, where Bruno Mota is the music producer. Mike Bek and Bruno help Manuel with the live performances.

Below you can hear the music while reading the interview.



FYMS - Como surgiu a ideia de criar Naked Affair?
Naked Affair: Naked Affair é um projecto com imensa vontade de vingar. A vontade de poder criar um projecto musical inovador em Portugal sempre existiu e essa vontade materializou-se quando uni esforços com um amigo e produtor musical, o Bruno Mota. A parceria correu tão bem que ao final de um ano já estávamos a fechar o primeiro EP, o Black Oyster e por esta altura já contamos também com o Mike Bek, nos synths e samples e com a Sofia Visenjou nos Back Vocals.

FYMS - Porque o nome Naked Affair?
NA: Traduzindo para a nossa lingua materna, quer dizer Caso Nú. O nome nasce da necessidade de produzir músicas que chegassem ao público sem preconceitos. Que as pessoas possam fechar os olhos quando as ouvem e tenham o seu próprio Naked Affair.

FYMS - Como descreves a tua sonoridade?
NA: Eu ainda não consigo designar com um só estilo musical. Acho que igualmente com o mundo a globalizar-se assim se encontra neste momento a musica. A nossa sonoridade é a confluência de vários estilos musicais e várias influências.

FYMS - O primeiro single chama-se Melon Ice Cream, porquê?
NA: O nome do nosso primeiro single é puramente um rasgo de inspiração enquanto escrevia a letra. A imagem de gelado de melão transporta-me para um imaginário da minha infância que me deixa genuinamente feliz.

FYMS - Desde que saiu o single qual tem sido o feedback?
NA: Apesar de ainda ser um projecto embrionário, o feedback tanto de amigos como de entidades musicais, como a Punch Magazine, tem sido super positivo, cheio de esperança e por isso mesmo tem sido a minha força para continuar a apostar em Naked Affair cada dia com mais convicção que isto é realmente o que quero fazer.

FYMS - Vocês têm o apoio da Lee, como surgiu essa parceria?
NA: A Lee teve conhecimento de Naked Affair e fez a proposta de actuarmos no Open Day no Lx Factory pela marca. Espero que este seja o início de uma boa e duradoura parceria.

FYMS - Quais são os próximos passos?
NA: Hoje estamos focados em fechar todos os detalhes do Black Oyster, ter a certeza que temos um bom material e começar a divulgar pelos meios.

FYMS: Um dia...
NA: Vamos estar a actuar no Coachella

FYMS: O melhor que podem dizer sobre o projecto...
NA: É sem dúvida que se identificam com as músicas.

FYMS: E o pior...
NA: Achamos que ainda está para vir. Sabemos que para vingar neste meio temos ainda de travar muitas lutas.

FYMS: Daqui a 10 anos...
NA: Não sabemos onde vamos estar mas temos a certeza de onde queremos chegar e vamos lutar por isso todos os dias.

FYMS: O que dizias aos nossos leitores?
NA: Stay tuned!

Check their Soundcloud and Facebook

29/07/2012

Entrevista // Com The Hypers

Continuing the festival MUSA Cascais interview marathon, see our previous interviews with Viralata and Jimmy P.
If there's any interest from you, we can translate from Portuguese to English or vice-versa.
For more details about the artists performances, check our review.

The Hypers are a Portuguese young band created in 2006 and it's now composed Gonçalo Larsen (vocals and guitars), Pedro Veiga (drums) and Ricardo Ferreira (bass guitar).
Supported by MTV and MySpace Portugal they entered some competitions and won, in 2008, the Almada Modern Music Competition being able to record their second Wreckage of a Riot, previously they've released Coming Out Loud.
Last year they've performed on Themometer Festival. Nowadays they are focused on recording their record and making live performances, like what happened on Festival Musa Cascais, this year, where they gave us this interview.


24/07/2012

Entrevista // Com Salto

Promoting their debut record, for those who don't know, Salto are a Portuguese band created in 2007 by Guilherme Tomé Ribeiro, Luis Montenegro and Tito Romão.
A few weeks ago, we promoted their single Deixar Cair here.

We described Salto as "Full of personality and freshness from people with early twenties" and gladly that's all confirmed, as you can see on this very relaxed and revealing interview, where they share their story, their dreams and especially their sweetness. But let the interview speak for itself.
First hand information: Salto are performing on Fnac Chiado, next July 30 around 7pm. Don't miss their invitation and the opportunity to see them live!




[Special thanks to Salto for their sweetness, kindness and awesomeness, Maria Lopes for handling all the crazy conversation and for being so nice and to Raquel Lains for everything]
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