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04/07/2014

Review: Buraka Som Sistema "Buraka" (2014)

Buraka é o nome do tão aguardado novo trabalho dos Buraka Som Sistema, lançado no final do mês de Junho.

Buraka Som Sistema
Buraka
Jun 23, 2014
Buraka é um disco especial. Não só é mais sonoro, mais autónomo e mais abrangente, características que definem desta banda que pertence, cada vez mais, ao mundo, quebrando fronteiras e rótulos.
Tendo a globalização na mente - nota-se especialmente em Stoopid com referências (inteligentes) a vários estilos de dança como moonbahton, kuduro ou bondoro.

Buraka Som Sistema representam ritmos, tendências e origens e Buraka é a concretização desse espírito, na sua press release pode ler-se "'Buraka' é sobre música de dança e cultura. É sobre cinco indivíduos criativos numa viagem pessoal pela música, determinados a dar ao mundo um lugar na primeira fila para experienciar um novo estilo de vida global".

Se Buraka é para o mundo, as suas músicas são pequenas peças que contribuem para essa viagem.

Stoopid é o single de apresentação e impulsiona "à explosão e liberdade de cada um", e é essa linha que este disco vai seguir ao longo de pouco mais de 35 minutos.

É um disco que explode energia, boas vibrações e muita vontade de dançar. Buraka incentiva à festa, à celebração num misto de línguas, géneros e culturas.
Essas culturas juntam-se pelo convite feito a artistas menos conhecidos como Alo Wala, Yadi e Bison (e que merecem toda a nossa atenção!)

Se, geralmente, o fim peca sempre... os Buraka Som Sistema mantém a festa com o seu "tchancharan", em Lights Off.
Pelo direito existem uma homenagem (clara) ao Van Damme, apelos à infância africana em Toque e momentos mais íntimos como Sente.

Buraka é único, especial e vive em pleno o mundo multicultural dos (já não tão nossos) Buraka Som Sistema.

Se o disco apela à celebração e à dança, nós, obedientes, não queremos que a festa acabe e, por isso, o disco volta a tocar do início, vezes sem conta.

30/05/2014

Entrevista // Throes + The Shine

Throes + The Shine são um projecto, composta pelo André e o Diron nas vozes, Igor Domingues na bateria e percussão, João Brandão no baixo e produção e Marco Castro na guitarra e sintetizadores, e que junta em si só toda a potencialidade de um género muito próprio - o rockduro (que deu nome ao seu primeiro trabalho, publicado em 2012).

Nas andanças da música já algum tempo, os Throes + The Shine deram-nos uma entrevista onde falam da sua visão da música, do seu mais recente disco Mambos de Outros Tipos - lê a nossa review aqui - e revelam-nos o seu futuro.

Lê a entrevista na íntegra abaixo.

FYMS: Throes + The Shine são uma banda muito particular. Como é que vocês se definem?
Definimo-nos como uma banda que procura misturar géneros musicais de culturas diferentes. Algo que é consequência das origens muito distintas dos membros da banda. E claro, queremos ser uma banda que é capaz de despertar a alegria e diversão nos nossos ouvintes, seja em disco, seja em concerto.

FYMS: Para vocês, quais são as principais diferenças entre o primeiro disco “Rockuduro” e este “Mambos de Outros Tipos”?
A nossa maturidade e a confiança que temos uns com os outros. Isto levou a que o disco explorasse sonoridades mais diversas em relação ao Rockuduro. Há mais África, há mais melodia e há mais conteúdo lírico. Essencialmente, é uma evolução em relação ao primeiro disco e é um ponto de viragem para o futuro, certamente.

FYMS: Qual é a principal mensagem de “Mambos de Outros Tipos”?
O “Mambos de Outros Tipos” em uma mensagem unificadora. É um disco que se foca na celebração da alegria, da valorização das culturas e da importância de as aceitarmos plenamente, independentemente das suas diferenças. É algo que acaba por ser bastante ligado à forma como o disco foi composto, daí o nome que lhe demos.

FYMS: Como tem sido a recepção deste trabalho?
Para já tem sido muito boa, tanto a nível crítico, como a nível de receção das novas músicas em concerto.

FYMS: Quem vos vê ao vivo, pode estar muita festa e celebração. É assim que vocês vêem a vossa música?
Completamente. O sentido desta banda é mesmo esse, é uma festa e uma celebração. Se as pessoas se conseguirem divertir connosco, consideramos que a missão foi cumprida.

FYMS: Começam a ter uma grande aceitação da vossa música fora de Portugal.  Quais são as diferenças entre o público estrangeiro e os fãs portugueses?
As diferenças entre o público estrangeiro e o português não são muito grandes. Sentimo-nos apreciados de igual forma por ambos. No entanto é um pouco estranho reparar que somos convidados para grandes palcos com maior frequência fora de portas do que o contrário. O que não é algo mau, de todo. Mas dá que pensar, apesar de tudo.

FYMS: Como achas que está música Portuguesa?
A música Portuguesa está em excelente estado. Há cada vez mais projetos interessantes, com pernas para andar e capazes de nos deixar orgulhosos da capacidade dos nossos artistas. Tem sido uma evolução bonita de se ver, e que tem sido cada vez mais eclética.

FYMS: Perguntas da Praxe:
a) Um dia… Vamos tocar a Angola!
b) O melhor que podem dizer sobre mim…  Que fizemos a festa!
c) O pior que podem dizer sobre mim… Que somos aborrecidos!
d) Daqui a 10 anos… Queremos ter mais uns discos e uma porrada de concertos  dados e países com uma cruzinha no mapa!

FYMS: Quais são os planos para o futuro?
Para já passam por promover o “Mambos de Outros Tipos” o máximo possível, extrair mais uns singles do mesmo e correr o maior número de palcos que conseguirmos. Depois disto, que venha o terceiro disco e tudo outra vez!

FYMS: O que dirias aos leitores do FYMS?
Sigam-nos no facebook (https://www.facebook.com/throestheshine) e no twitter (https://twitter.com/ThroesTheShine) para acompanharem as nossas novidades , apareçam nos nossos concertos e continuem a ler o FYMS, que é só malta porreira!

19/04/2014

Review: Throes + The Shine "Mambos de Outros Tipos" (2014)

Texto da autoria de Diogo Barreto

HOJE É FESTA!!

Sim, é verdade, os Throes + The Shine estão de volta! “Mas quem é que são os Throes + The Shine?” - perguntarão alguns. Pois bem, a essas pessoas eu tenho a dizer isto: são um dos mais entusiasmantes projectos musicais portugueses da actualidade.


Throes + The Shine
Mambos de Outros Tipos
Abr 28, 2014
O ano passado editaram o disco Rockuduro – título que diz tudo: os Throes + The Shine são um projecto que junta Rock – trazido pelos The Shine – com Kuduro – dos Throes.

Este ano é o ano do segundo registo da banda: Mambos de Outros Tipos. Após as primeiras audições é perceptível a evolução e amadurecimento do quinteto, quer a nível de composição, como de produção.
A primeira faixa leva-nos às raízes africanas, com um ritmo e uma melodia que deixarão qualquer um bem-disposto. A mesma música em que a banda afirma “Throes + The Shine estão de regresso/ a manhã está requintada/ curto o balanço da banda/ não há mambo que atrapalha”. E que regresso!

O disco tem muito rock (Mambo, Dombolo, Tambora Bom), música com cariz social e político (No Kimbo/ Na Aldeia, Triba Triba), electrónica (Dombolo) e Kuduro. Kuduro bom e em grande escala.
Mas a própria banda define a sua música, na música Tabora Bom: “Rockduro é buéda agressivo / Também é dócil (…) leva batida / Leva guitarra/ danças ao ritmo dessa minha barra”. E eu estou ansioso por dançar ao som da música deles ao vivo (outra vez).

Fica aqui o aviso para os Throes + The Shine - dia 3 de Maio vou estar no MusicBox e se quiserem, vou outra vez com vocês para palco!

19/11/2012

Anarchicks - Restraining Order


Anarchicks get together in 2001 to make a revolution. The magic formula?! Four girls. They are:
  • Pris, aka Playgirl (vocals, bass and synth), founder of the electronic project Press Play, played bass and synth in U-Clic and is currently parto f the Ilplaygirl project;
  • Helena aka Synthetique Red who plays the bass, synth and also sings. She was the founder of Mediatic Slaves, and was also bassist/keyboardist of different projects and is currently part of After101 (a music electronic project);
  • Catarina aka Katari, the drummer. Played in Act of Anger and Living Dead Act. Recently, collaborated with JESUS K & the sicksicksicks and is nowadays drummer and vocalist of CASAL VENTOSO.
  • Ana aka JD, in guitar and bass, she was the founder member (as a drummer) of Random Notes, a Funk project, guitarist in Too Much To Touch and currently plays in a tribute band to The Beatles, Oh! Darling, as guitarrist and keyboardist.
Look What You Made Me Do was recorded by them and it was their very first EP. You can hear it here: http://chifre.org/project/anarchicks/ .

Restraining Order is the first music to be released as the first single of their first album – Really?! - to be released in the end of January by Chifre, an independent editor. It was recorded by Blacksheepstudios by Makoto Wagyu (Paus, If Lucy Fell) and Fábio Jevelim (Riding Pânico), and mixed by Pedro Chamorra (Voxels).

The single is available for free download in their page: http://chifre.org/anarchicks-restraining-order .

Following is a video of their live performance in Seixal:


From the Pop, Punk, Funk and a bit of Kuduro and Disco, these girls explore a bit of everything.

So far, the Anarchicks have 2 confirmed shows to take place at Vodafone Mexefest, in the 7th and 8th of December, in Vodafone Bus!

Facebook: http://www.facebook.com/AnarChicks

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