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06/07/2015

Benjamim na volta a Portugal em 33 dias

Benjamim não pára de surpreender.

O cantautor antecipa o lançamento do seu primeiro disco Auto-rádio, com uma sequência de concertos de norte a sul de Portugal. O conceito é simples - correr Portugal de lés-a-lés, durante 33 dias em 33 sítios diferentes, ao volante da sua carrinha Volkswagen Golf 1996.

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Benjamim não vai sozinho, o fotógrafo Gonçalo Pôla vai ter uma dupla função de co-piloto e documentarista desta aventura, fazendo um registo foto-videográfico, reflectindo num diário de estrada - o caminho pode ser seguido em Diário de Bordo - Benjamim.

Com dois singles já disponíveis - Os Teus Passos e Tarrafal -, o álbum estará disponível no início de Setembro, pela Pataca Discos. No entanto, a partir de 14 de Julho, o disco pode ser comprado, em exclusivo, em todos os concertos desta tourné.

03/12/2014

Vitorino Voador - Venha Ele

Apresentámo-vos o Vitorino Voador fez ontem um ano (Post aqui) a propósito do lançamento do EP Vitorioso Voo. Um ano depois, João Gil lança o tema Venha Ele, que serve de ponte entre o EP e o seu primeiro album de longa duração O dia em que todos acreditaram. O albúm será lançado no primeiro mês de 2015 através da Azáfama.

O dia em que todos acreditaram foi gravado pelo próprio João Gil e masterizado e misturado por José Arantes na L-House, em Londres. O álbum conta com algumas colaborações das quais destacamos o Noiserv (David Santos), companheiro nos YCWCB, convidado para deixar a marcar neste primeiro single. 


A ponte entre o EP e este novo álbum é feita de forma sublime onde podemos escutar o barulho das ondas como pano de fundo, a guitarra acústica, a voz suave do João e as letras simples e humildes que caracterizam as suas canções.

O vídeo de Venha Ele conta com a realização, direcção de fotografia & montagem de David Barata.


22/07/2014

Mundo Secreto lançam "Brinde" juntamente com Guerrinha

Os Mundo Secreto estão de volta! Guerrinha junta-se à festa colaborando com a banda no novo single Brinde.

Brinde não é mais do que uma música de rap sobre a vida, tal como ela é, bela mas dura, com um sotaque vindo do Brasil. Ideal para todas as emoções e energias tão próprias do Verão, Brinde tem ainda assim aquele toque característico dos Mundo Secreto.

A banda não é nova nestas andanças, contando já com 15 anos de bagagem. Em Portugal, são das poucas bandas de hip hop com instrumentistas e onde é bastante relevante a mistura de outros estilos de música como o funk ou até mesmo o rock.

De momento a banda está em estúdio a gravar o seu 3º disco de originais depois de lançados Mundo Secreto e Soa o alarme. O novo álbum chama-se Neo&Lasers e será editado depois do verão.

Dia 26 de Julho têm concerto marcado no Festival Urbano em Tondela, a entrada é livre e eles tocam a partir das 22h.


Mais vale rir para não chorar e os Mundo Secreto fazem um brinde a isso mesmo!

08/07/2014

Optimus Alive - As escolhas da Ana




Esta é provavelmente a edição mais criticada do Optimus Alive (seja pelos nomes das bandas confirmadas seja pela demora do anúncio do 3º cabeça de cartaz) mas para mim a edição que mais anseio. Decidi há muito tempo comprar o passe de 3 dias e em nenhum momento pensei em fazê-lo por causa dos nomes principais, isto é, os cabeças de cartaz: Artic Monkeys, Black Keys e The Libertines.
Então o que é que me levou a gastar 105€ num festival?
Imagine Dragons, Daughter, SBTRKT, Caribou, Au Revoir Simone, Bastille e Foster The People.

Mas vamos às minhas escolhas pois num festival como o Alive há sempre um trabalho de casa feito nas semanas anteriores para aproveitar ao máximo as bandas que por lá passam.

Dia 10
(18:00 - Heineken) Ben Howard e Noiserv: Se como eu a tua hora de saída é depois das 18h e não marcaste férias para estes dias, dificilmente vais assistir aos concertos destes dois artistas. Diferentes mas bastante interessantes.  De um lado o folk britânico, do outro, mais um one man show made in no nosso Portugalinho. Vou correr para ver se apanho 2 ou 3 músicas do Ben, já que o trabalho do Noiserv, uma vez que é português, pode ser ouvido mais vezes.

(20:05 - Heineken) The 1975: Uma das bandas que acabei por descobrir nestas últimas semanas de t.p.c. Tenho pena de não ter mais tempo para ouvi-los mas ouvirei de certeza pelo menos 2 músicas antes de dar o salto para o palco principal.

(20:50 - NOS) Imagine Dragons: Descobri-os já depois de terem esgotado o Coliseu dos Recreios no verão passado. Cromo repetido? Para mim não, e ainda que o fosse, bandas destas até podem vir a triplicar. Os senhores de It’s Time, On Top Of The World, e Demons serão A banda do dia 1 para mim.

(00:15 - NOS) Artic Monkeys: já que estou lá não posso deixar de ouvir o concerto destes grandes senhores do Indie actual. Já cá passaram e nunca me despertaram a devida atenção. Se me perguntarem “are you mine?” vou dizer que não, o meu coração terá certamente ficado com os Imagine Dragons.

(01:35 - Heineken) Parov Stelar Band: Mostraram-me esta banda hoje de manhã no trabalho e ainda não tive oportunidade de ir ouvir mais (isto de ter timings para lançar uma crónica é tramado!). Do que ouvi, gostei, vai ser bom para aquecer entre Artic Monkeys e Jamie XX.

(02:00 - Clubbing) Jamie XX: Tenho sempre alguma dificuldade em explicar o porquê de gostar do Jamie. Sei lá, gosto da batida, das emoções que são transmitidas através dos sons que ele produz, sinto-me tranquila ao ouvir o que ele faz (e que faz tão bem...). É um grande exemplo como a música não precisa de ter voz para ter emoção.

Dia 11 – "O dia Heineken"
(18:00 - Heineken) Russian Red: é voltar a ler as primeiras linhas sobre Ben Howard e Noiserv, a tristeza é a mesma.

(21:20 - Heineken) Sam Smith: fui a Londres há umas semanas e vi muitos cartazes dele espalhados pelas paredes das diferentes estações de metro mas não o conhecia. Foi um dos artistas que descobri no t.p.c da semana passada. E que artista. Sem dúvida alguma, O artista do dia 2 para mim.

(22:45 - Heineken) We Trust: há uns anos abriram o palco principal. Lembro-me tão bem.. O sol batia-me na cara e eu com os olhos fechados, como que para sentir melhor, a ouvir “Better not Stop, better not stop moving”. Desta vez o sol não me vai bater na cara mas a experiência será igualmente boa com certeza.

(00:00 - Heineken) Au Revoir Simone: finalmente alguma voz feminina. E que bonita! O trio dispensa apresentações.

(01:30 - Heineken) SBTRKT: (lê-se subtract, não me posso esquecer..ufff esqueço-me sempre!) Perdi-o há umas edições atrás do Alive e hoje com o que sei, arrependo-me. Tem sido a minha banda sonora para ler o livro que tenho atualmente entre mãos.

(03:00 - Heineken) Caribou: Também já o perdi no Alive há uns anos, desta não escapa. Vai ser um bom fim de noite.

Dia 12
(18:00 - NOS) You Can’t Win Charlie Brown: nunca é demais ouvir estes rapazes. É começar o terceiro dia da melhor forma.

(18:40 - Heineken) Cass McCombs: vou fugir de YCWCB para ver pela primeira esta banda. Parece-me aquela banda que me vou arrepender mais tarde caso não os veja (assim como aconteceu com tantas outras bandas na edição passada do festival)

(20:45 - NOS) Bastille: a estreia em Portugal e eu ansiosa. Desengane-se quem pensa que são uma banda para um hit (Pompeii), este concerto promete. Façam por favor chegar a quem de direito que eu gostava que tocassem o mash-up com a Ella “No Angels”, as outras canções que eu adoro, de certeza que serão tocadas.

(22:25 - NOS) Foster the People: tenho ouvido o segundo álbum deles várias vezes nas últimas semanas, canções fortes e com aquele ritmo energético a que nos habituaram com a “Pumped up Kicks”.

(23:55 - Heineken) Daughter: vi-os no Vodafone Mexefest em Novembro e apesar de não conseguir dizer que fiquei desiludida, sinto que ficaram aquém das minhas expectativas. Parece contraditório? Talvez. Esperava mais interação com o público e mais energia em palco. Apesar disto, os Daughter a par com os Bastille são AS bandas do dia 12.

(01:20 - Heineken) Chet Faker: sabem aquelas bandas que se descobrem porque um amigo partilhou uma música dessa banda? Foi isso. E foi amor à primeira vista.

(02:50 - Heineken) Nicolas Jaar: conheci-o na mesma altura em que me deram a conhecer o James Blake. Pouco conhecido para a maioria e com melodias que nem todos poderão gostar. Quanto a mim, enquanto houver energia, estarei lá de pé a deliciar-me com ele. E quando a energia faltar, vou sentar-me e continuar a deliciar-me.

Para quem usa o Spotify recomendo que ouçam a playlist criada para o Optimus Alive. Deste modo, podem se sintonizar no groove tão característico deste festival e descobrir uma banda para tapar aquele buraquinho livre que têm no plano.




11/02/2014

Os Dead Combo estão de volta!




Depois de um ano de 2013 marcado pelas comemorações de 10 anos de carreira, 2014 marca o regresso dos Dead Combo aos discos. Bunch of Meninos é o quinto álbum da banda a ser lançado dia 10 de Março.

O novo álbum foi gravado em Setembro de 2013, é composto por 13 músicas escritas por Tó Trips e Pedro Gonçalves e conta com as participações especiais de Alexandre Frazão (bateria e percussão) e António Sérginho (percussão).





A digressão nacional começa a 8 de Março e prolonga-se até Junho. O dia 21 de Março está reservado para a presença da dupla no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Este concerto terá a peculiaridade da plateia ocupar, com a banda, o palco do Coliseu. Será assim um momento intimista para uma plateia com lotação limitada.

DATAS
8 março – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)
14 março - Fórum Municipal Luísa Todi (Setúbal)
15 março – Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha
21 março - Coliseu de Lisboa – Palco
22 março - Teatro Aveirense (Aveiro)
29 março - Escola de Artes e Ofícios (Ovar)
3 abril - Oficina Municipal de Teatro (Coimbra)
5 abril - Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre
10 maio - Teatro Faialense (Horta / Açores)
17 maio - Auditório Municipal Augusto Cabrita (Barreiro)
22 maio - Teatro Garcia de Resende (Évora)
23 maio - Teatro Municipal de Faro
5 junho - Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)
7 junho – Theatro Circo (Braga)

20/11/2013

Interview // peixe:avião

In 2010, peixe:avião released “Madrugada”. Three years later, the new album, “peixe:avião”, is direct and collect different sides of the band, that they have been, separately, showing throughout their path together. The band presented the new work first in Braga in September and then in October 5th in Lisbon.



We took the chance to send them some questions. Check it below!


FYMS: O vosso nome parece combinar dois mundos muito diferentes – água e ar. Qual é a explicação para Peixe:avião?
Peixe:Avião: Numa fase inicial da banda, tínhamos já a nossa primeira maquete praticamente pronta, mas não tínhamos ainda nome para a banda. Estávamos à procura de um, mas nada de interessante tinha surgido, ainda, quando o nosso vocalista, o Ronaldo Fonseca, sugeriu o nome Peixe : Avião, palavras que estavam no primeiro verso, da primeira música dessa mesma maquete. Sem grandes racionalizações, gostámos imediatamente da ideia, e assim ficou.
Gostámos, também dessa sugestão de contraste, entre dois universos diferentes, mas não queremos que seja vista de uma forma demasiado literal e/ou gráfica, como um peixe com asas ou um avião com escamas.


FYMS: Já lançaram vários álbuns. Qual é a principal diferença desde o lançamento do vosso EP para este novo disco “peixe:avião”?
Peixe:Avião: O nosso mais recente trabalho é aquele que mais se distancia dos outros. A maquete “finjo a fazer de conta feito peixe : avião” e os álbuns “40.02” e “madrugada”, representam um percurso de maturação de um conjunto de ideias. Comparada com esse conjunto de ideias, o álbum “peixe : avião” é mais orgânico, mais duro e cru. É, também, um álbum mais de banda e menos de estúdio. Isso acontece, antes de mais nada, porque ao contrário dos anteriores, este trabalho foi essencialmente composto, em banda, nos ensaios, partindo de ideias muito simples. Por contraste, os trabalhos anteriores, tiveram sempre uma fase de composição e arranjos que passava muito pelo trabalho de casa de cada um de nós.


FYMS: Decidiram dar o vosso nome ao terceiro trabalho da banda. Identificam-se mais com ele?
Peixe:Avião: É claro que, ao longo do nosso percurso, fomos aprendendo coisas acerca da música e de nós próprios, que só poderíamos aprender, tendo feito as coisas que fizemos. Portanto, pensamos que mais importante do que a identificação que sentimos com cada trabalho, é o processo de busca e apuramento dessa identidade, para que estejamos sempre desafiados e motivados para continuar a fazer música nova, isto é, a aprender.
No entanto, poderíamos talvez, acrescentar que este trabalho foi aquele que foi mais feito em banda, em ensaio, o que só por si, poderá significar que há uma identificação colectiva maior com este trabalho, o que acabou por contribuir para a decisão de dar-lhe o nosso nome.


FYMS: Este disco é mais cru e directo quando comparado com os vossos discos anteriores. Como descrevem este trabalho?
Peixe:Avião: Cru e directo são termos que nós também achamos apropriados para o descrever. Orgânico e duro são outros que usámos, também nessa linha. Além disso, como já dissemos, é também um trabalho mais de banda e de ensaio.


FYMS: Como tem corrido a apresentação deste disco ao vivo?
Peixe:Avião: A reacção tem sido boa, as pessoas parecem aderir. É claro que não esperamos que toda a gente goste e estamos preparados para o facto de que, com a mudança de sonoridade, algumas pessoas que gostavam da nossa música, se mostrem menos interessada, mas também esperamos atrair, para a nossa música, pessoas que podem considerar os nossos trabalhos anteriores menos interessantes.


FYMS: Existe algum artista com quem gostariam de trabalhar futuramente?
Peixe:Avião: Sim, o facto de não termos tido nenhuma participação, ao contrário dos trabalhos anteriores, não significa que essa possibilidade esteja posta de parte, no futuro. No entanto, ainda não pensámos em nomes para essas possíveis participações.


FYMS: Como acham que as pessoas vêem Peixe:avião?
Peixe:Avião: É uma questão difícil de responder e, à qual não dedicamos muito tempo, de modo a podermos continuar a fazer música de que nós próprios gostemos. Estamos interessados e trilhar o nosso caminho e criar uma identidade cada vez mais própria e esperamos, com isso, chamar a atenção das pessoas.


FYMS: O que acham da música feita em Portugal, hoje em dia?
Peixe:Avião: Do ponto de vista criativo, pensamos que o período que estamos a atravessar é interessante. Há muita música nova a acontecer, o que, por vezes, gera algum “ruído mediático”, mas que de uma forma geral é, definitivamente, positivo.
No entanto, do ponto de vista da criação de públicos para artistas dispostos a correr riscos, há um longo caminho a percorrer. Muitas pessoas têm muita relutância em pagar pela música (e pela cultura, em geral), pela facilidade com que a podem consumir de graça, através da internet, e, pior ainda, têm também muito pouca disponibilidade para pagar por concertos. Não nos parece que isso esteja tão relacionado com a crise que o país atravessa, como com a mentalidade das pessoas, que valorizam o entretenimento, em detrimento da cultura.


FYMS: Quais são os próximos passos?
Peixe:Avião: Acima, de tudo dar concertos e chegar ao maior número possível de pessoas.


FYMS: Perguntas da praxe… (Completar as frases que se seguem com ideias imediatas)
Um dia...
Peixe:Avião: … são 24 horas.
O melhor que podem dizer sobre vocês
Peixe:Avião: … é que não estamos satisfeitos.
E o pior…
Peixe:Avião: ... ainda está por dizer.
Daqui a dez anos...
Peixe:Avião: ... esperamos continuar insatisfeitos.


FYMS: O que diriam aos leitores no nosso site?
Peixe:Avião: Que desejamos que continuem atentos à música, em geral, especialmente à que é feita por cá.



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