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22/07/2014

D'ALVA em concerto

Depois de um (primeiro) disco muito bem recebido pela crítica e pelo público e de dois concertos incríveis no NOS Alive - incluindo os convidados Gospel Collective e, também, uma versão redux.

Considerados os novos príncipes da pop - com concertos memoráveis. Entre ritmos quentes, uma energia contagiante, um espírito selvagem e bonito de se ver, conquistando tudo e todos com o seu talento, peculiaridade e criatividade.
É disto que vive a música e é disto que a música Portuguesa precisa.

A #batequebate tour dos D'ALVA continua agora por outros caminhos.

Podem vê-los no Theatro Circo, em Braga, a 1 de Agosto; no dia 14 de Agosto, no Festival Sol da Caparica e a 19 de Setembro, no Festival Nova Música, em Lisboa.

Até lá... Delicia-te com a performance da música Frescobol apresentada no passado dia 11 de Julho, no NOS Alive.


 #somosdalva

17/07/2014

Sequin mostra "Heart to Feed" ao mundo

Sequin, é o nome artístico de Ana Miró que apresenta Heart to Feed, pouco antes de se aventurar por terras portuguesas.


Heart to Feed é o segundo single de Penelope, e é um tema que apesar de novo não nos deixa de soar familiar, com uma certa sedução e intensidade à mistura - não fosse o amor o tema central da música.
A bonita música apela a usar a dança para combater os males de coração e nós assim o faremos!

Podem ver Sequin, a 27 Julho, Milhões de Festa, Barcelos, a 16 Agosto no Fusing, Figueira da Foz ou 23 Agosto no Vodafone Paredes de Coura, Paredes de Coura.
Mais datas disponíveis aqui.

Não deixem de ouvir o disco da (nova) princesa da pop portuguesa aqui.

14/07/2014

Review: NOS/Optimus Alive 2014 - Dia 12 de Julho

Num dia mais interessante, longe dos cabeça-de-cartaz The Libertines, o dia foi marcado por belas surpresas.

You Can't Win, Charlie Brown abriram as honras no palco principal, e que bom presságio para a noite que se adivinha.
Cheios de energia e simpatia, os YCWCB são o espelho da boa música que se faz em Portugal.
Deambulando entre as músicas dos seus dois discos, com direito a um bonito cover de Heroin dos Velvet Underground, a banda mostrou-nos que a complexidade dos seus elementos tornam cada música, numa experiência merecida de ser vivida - e, isso, reflecte na forma como se apresentaram e como gracejam.
É uma beleza ter uma banda deste calibre que, pouco a pouco, se estão a tornar numa das bandas mais emblemáticas do panorama musical.

The Black Mamba são uma simpatia e encarnam a beleza de blues, soul e funk e, principalmente, mostram a boa (e variada) música que se faz em Portugal. A banda encarna uma tradição longínqua e, com um toque particular, representam - e bem - outras origens e sentimentos. "Are you here?" foi o mote diversas vezes lançado ao público que timidamente se juntava.
Bonito de se ouvir!

No palco secundário, The War On Drugs foram uma doçura, daqueles concertos ao entardecer que sabem bem a todas as pessoas.
Emblemáticos, a banda conseguiu atrair um público vasto que se influencia algures entre os anos 80 e um pop electrónico mais moderno. Num misto de influências, The War On Drugs acabam por se tornar muito próprios e transformar a sua música em bons momentos.
Sem nunca desiludir, a banda conseguiu um concerto sólido, animado e interessante - ainda que com alguns percalços - mostrou porque é uma das bandas mais interessantes da actualidade.

Vários eram os fãs de Bastille que lutavam para um lugar bem próximo do palco principal.
É inegável a sua energia e surpreende que com apenas um disco no repertório tenham arrastado tantas pessoas ansiosas de os ver, entre ovações e admiráveis declarações de amor.
Não é por menos... entre sintetizadores e ritmos mais agitados, os Bastille mostraram que são uma banda consciente com um pop melodioso e que deixou um simpático sentimento no ar.

Foster The People mostraram porque são uma das bandas mais aceites em terras lusas.
Com uma energia explosiva, ritmos cativantes e refrões memoráveis, Foster The People são uma das mais bonitas encarnações do pop moderno.
Do mais melancólico a um sentimento mais festivo, a banda de Mark Foster (semblante de Alex Turner à vista...) justificou a devoção e ansiedade dos fãs que se deslocaram ao recinto para os ver.
Num ambiente que soava a uma simpática companhia, não surpreenderam mas estiveram muito longe de dar um mau concerto. Soube a pouco.

Daughter foi a revelação do dia e, provavelmente, do festival.
No palco secundário, que pareceu demasiado pequeno para o fluxo de pessoas que se deslocou propositadamente para ver a banda liderada por Elena Tonra, que pecou pelo conflito de sons que vinham do palco principal com os cabeça-de-cartaz The Libertines.
Quem já os tinha visto no Vodafone Mexefest notou uma clara evolução na banda.
E, ao contrário do que se devia esperar, apesar da melancolia dos seus sons misturados pela doçura da voz de Elena, os Daughter mostraram-se merecedores da devoção dos fãs e principalmente, mostraram ser um fenómeno em crescimento.

A pergunta de início era "Mas porquê no Heineken e não no Clubbing?" a pergunta foi imediatamente respondida com a quantidade de pessoas que se iriam juntar a Chet Faker.
Se muitas eram as pessoas que assistiram ao concerto dos Daughter, mais foram as que escutaram as melodias tão características do músico australiano.
A tenda do Palco Heineken não era suficiente. Havia pessoas sentadas por todo o chão que rodeava o palco. No fim, terminando com"Talk is Cheap", a opinião era unanime: aquele teria sido um enorme concerto, superando as expectativas daqueles que não o conheciam e superando as daqueles que já conheciam o seu trabalho.

Ainda que com alguma controvérsia relativamente a alguns nomes presentes no cartaz, 150 mil pessoas não podem estar enganadas. Foi mais uma grande edição deste festival que já se tornou um hábito para tantos portugueses e estrangeiros.
Quanto a nós, ficamos a aguardar ansiosamente por mais uma edição que já tem datas para 2015 - 9, 10 e 11 de Julho.

13/07/2014

Review: NOS/Optimus Alive 2014 - Dia 11 de Julho

Num dia mais variado, o ambiente (menos exaustivo) do festival tornou a experiência mais agradável... Entre danças mais intensas e momentos mais relaxados, o segundo dia do NOS/Optimus Alive tem muito que contar.

No palco principal, MGMT foram uma surpresa. Todos conhecem o seu hit Kids - no entanto, a banda fizeram um bom trabalho ao arrastarem uma multidão de pessoas que dançou ao som dos criativos e energéticos MGMT, aliados ao psicadelismo dos efeitos visuais.
Ultrapassando as expectativas, a banda transmitiu a sua energia positiva directamente para uma audiência que, claramente, estava lá para os cabeça-de-cartaz do dia, e que foi conquistada pela vivacidade destes jovens.

Sam Smith é o novo menino da música britânica - e a verdadeira surpresa da noite, no palco Heineken, o artista foi recebido com euforia e surpreendeu...
Entre o hit Money on my mind, Latch com os Disclosure e La La La com Naughty Boy, e um bonito cover de Arctic Monkeys.
Smith mostrou que os seus tenros 22 anos, não o impedem de ser um artista de mão cheia, inteligente e interessante, deixando a (doce) esperança de um regresso muito em breve.

De regresso ao palco principal, The Black Keys, os cabeça-de-cartaz, ficaram aquém.
O certo é que não sabem fazer maus concertos: são bons e tem talento, isso é inegável. Mas a performance no NOS Alive não surpreendeu.
Faltaram momentos chave, uma banda que pecou por falta de momentos mais certeiros, no entanto, foi bonito ver milhares de pessoas em peso a cantar The Lonely Boy e a dançar ao som de The Black Keys.
Foi bom mas... falhou ao não surpreender!

E para quem os The Black Keys não estavam a corresponder às expectativas, houve a hipótese de ouvir os portugueses We Trust no palco Heineken.
Pela segunda vez no Optimus Alive, interação não lhes faltou, ainda que pelo início poucas eram as pessoas que tinham apostado naquele palco. Há medida que o número de pessoas ia aumentando também os agradecimentos do vocalista chegavam em maior força (talvez nunca pensassem ter tanto público com a competição que lhes fazia frente no palco NOS). Foi um bom concerto, os We Trust são uma banda que enche o palco, não tanto pela quantidade de membros, mas pelos sons variados que compõe as suas canções. Talvez merecessem mais do que um concerto à hora dos cabeças de cartaz.

Quem os conhece, sabe que Buraka Som Sistema são intensos ao vivo.
Num concerto especial, com a apresentação do seu mais recente Buraka, a banda conquistou as pessoas que dançaram ao som de ritmos quentes e de "música do mundo" - e comandados pela Blaya (quem não o faria?)
Entre efeitos visuais muito interessantes, danças e muito ritmo, os Buraka Som Sistema mostram porque são uma das melhores bandas em Portugal e porque já têm um lugar ao sol a nível internacional - não é por falta de trabalho, esforço e empenho, mas sim, porque são inteligentes e sabem bem o que fazem.
E, por isso, eles são muito bom - dão o que as pessoas querem e não deixam de surpreender!

Os BSS faziam as pessoas dançar no NOS mas nem por isso não havia animação no Heineken com as Au Revoir Simone. Subiram ao palco, começaram a tocar, a dançar e o povo seguiu-as. Poder-se-ia esperar alguma timidez numa banda composta por 3 aparentes "meninas", mas não, acabariam por se revelar umas mulheres em palco (e não foi preciso muito tempo!).

11/07/2014

Review: NOS/Optimus Alive 2014 - Dia 10 de Julho

O ano de 2014, é o ano de transição - Optimus Alive vai passar a ser NOS Alive que, já este ano, conta com algumas alterações - um recinto diferente dos anos anteriores, com um aspecto mais proveitoso, atractivo e simples, aliados à cor do (novo) patrocinador do Festival. Muda o nome, muda o aspecto e, neste caso, ainda bem!
Admito... Ouvi mais inglês e espanhol, no recinto, do que português, o que mostra a multiplicidade de nacionalidades deste festival e da sua visibilidade internacional, cada vez mais forte (caso contrário, para quê tanto anúncio do NME ou Heineken, nos intervalos?)

Falando do que realmente importa...

Noiserv é sempre um gosto ouvir, a sua pureza e mistificação tornam o concerto deste "one-man-show" algo extraordinário, que teve as honras de ser dos primeiros artistas a inaugurar a edição deste ano.
O ambiente, ainda longe de mostrar as milhares de pessoas que se deslocariam ao festival, mostrou-se propício à simpatia deste músico.

Temples foram uma surpresa - com um espírito e atitude muito próprias conquistaram o público que se deslocou ao palco secundário e foi surpreendido por uma atitude muito 80's e, sem dúvida, muitas pessoas saíram fãs destes jovens.

Já, no palco principal, The Lumineers deram o ar da sua graça e, num pôr-do-sol que pareceu enquadrar-se com o folk e simplicidade desta banda norte-americana, muitos foram arrebatados pela simpatia e sonoridades mais calmas da banda. Há uma sensação bonita de renovação após este concerto.

Imagine Dragons mostraram-se fiéis ao que apresentaram, o ano passado, na sua primeira passagem por Portugal.
Energéticos, tiveram a capacidade de conquistar um público que não estava lá para os ver (tarefa um pouco ingrata) mas não descuraram um segundo da sua alegria, energia e música - tornando-se claro ao ver milhares de pessoas cantarem os seus principais hits. Não surpreendeu mas foi bonito 
e deixou os verdadeiros fãs a aguardar um novo regresso, novamente a solo, com novas músicas na bagagem.

Interpol foi dos concertos mais bonitos (e ingratos). Uma banda com mais de uma década de existência viu-se perante um público que mal os conhecia. Não deixaram de fazer um óptimo concerto, com a competência e credibilidade que lhes é devida, e merecedores de uma maior atenção.

Talvez se o palco Heineken estivesse mais composto o concerto de Kelis tivesse sido mais empolgante. Afinal, era complicado competir, precisamente à mesma hora, com os Arctic Monkeys. No entanto, a Kelis brindou os poucos ouvintes que se deslocaram ao Palco Heineken com a sua voz rouca mas (algo) poderosa. Não foi um concerto marcante mas uma boa alternativa a quem os cabeças de cartaz não interessavam.

Arctic Monkeys foram os reis e senhores da noite - a banda mais esperada deste dia (e, provavelmente, desta edição) mostraram porque são uma das bandas de culto, actualmente.
É evidente a evolução sonora da banda, havendo, uma harmonia entre os primeiros discos e este último AM.
Banhados em energia, "sexappeal" e graciosidade, os Arctic Monkeys deram o seu tudo e envolveram um público, demasiado, ansioso para os ver.
Foi um concerto interessante, místico e estranhamento íntimo - com Alex Turner a fazer suspirar os corações no recinto. 
Entre dedicações de amor e provocações óbvias como "Are you mine, Lisbon?"
O certo é que deram o concerto da noite e provaram porque são os actuais meninos queridos da música.
 
Assim que o concerto dos Arctic Monkeys terminou os milhares que esgotaram o primeiro dia do (agora) NOS Alive começaram a dispersar quer para casa, para o palco Heinken onde tocavam os Parov Stelar Band quer para o palco Clubbing onde iria tocar o Jamie XX.
Depois de terem tocado ao longo da tarde e da noite vários dos seus "amigos", chegou a vez do "criador" do primeiro dia do Palco Clubbing subir ao palco. Assim que o fez arrancou as pessoas do chão e alguns aplausos e conquistou o seu público (e o público dos The XX) ao tocar a Sunset (do album Coexist dos The XX) e logo de seguida Far Nearer.

19/06/2014

Moullinex regressa com Love Magnetic e concertos únicos

Muito acontece com Moullinex - para além de regressar, no passado dia 13 de junho, com o dançante e inovador Love Magnetic, lança In The Shade com os Best Youth, ao mesmo tempo que a remistura do single Do It Again de Royksopp com Robyn começa a ganhar reconhecimento.

Moullinex é o projecto de Luis Clara Gomes, que após alguns EPs largamente elogiados tanto pela crítica como pelo público, após a remistura de músicas de bandas tão conhecidas como Cut Copy ou Two Door Cinema Club começa finalmente a ter a merecida atenção.

Love Magnetic é o regresso de Moullinex, após o seu primeiro disco Flora, que define uma era mais dançante e contagiante do projecto.


Após o lançamento do seu disco de estreia Flora no final de 2012, Moullinex prepara o lançamento do seu segundo trabalho para o final deste ano.

Sempre com inspirações futurísticas e pensamentos no passado, Moullinex vai fazer ainda dois concertos únicos: em formato banda - no dia 21 de junho na Casa da Música, no Porto, e dia 27 do mesmo mês, no CCB, em Lisboa - que vai contar com Bruno Cardoso (ex-Vicious Five) e Miguel Vilhena.
No caso do concerto na capital Portuguesa, vai contar ainda com convidados especiais, Iwona Skwarek, da banda polaca Rebeka, e Ed Rocha e Catarina Salinas, dos Best Youth, para o single que partilham.

Para mais informações - é seguir este link.

04/06/2014

Review: Rock in Rio, Lisboa - 29 de maio (2014) - The Rolling Stones

- a parte 1 da review está disponível aqui - 

The Rolling Stones

Faltam poucos minutos para a meia noite, quando de um palco escuro se começa a ouvir a precursão característica de Sympathy for the Devil, acompanhada de projecções a vermelho nos ecrãs em palco e de “Woo, woo’s” vociferados pelos 90.000 fãs dos Stones que se encontravam no recinto.
Faz-se silêncio e um Mestre-de-cerimónias anuncia o seguinte: “Ladies and gentlemen, will you please welcome the Rolling Stones?!” e a banda é agraciada com berros de entusiasmo à medida em que se lançam para a incrível Jumpin’ Jack Flash. À frente da maior banda do planeta, vem o homem mais fixe de sempre: o único e incomparável Mick Jagger!
Jagger não perde tempo e solta logo a sua persona de palco: um músico cheio de carisma, energia e bravado! A banda parte directamente para o segundo tema: It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It). Bom título, mas não é exactamente verdade. Tudo o que acontecerá nas duas horas seguintes é bem mais que Rock N’ Roll. É uma festa, é um pedaço de história, é uma experiência única.

Jagger vocifera um típico “Olá Lisboa! Olá Portugal! É bom estar de volta!” e depois uma desculpa a dizer que não sabe mais nada em português, o que se verificará ser mentira.
Um aquecimento forte e um óptimo preâmbulo para o que se seguiria. Seguido de uns “Oh Yeahs” trocados com o público, Mick afirma que tem um convidado especial que irá cantar com a banda uma música. Mas poucos esperavam que esse convidado fosse o único, o genial, o Boss: Bruce Springsteen! A apoteose da noite chegou com a quarta música, quando o Boss se junta aos Rolling Stones para tocarem juntos “Tumbling Dice” do mítico Exile on Main Street de 1972.
Bruce vem acompanhado da sua guitarra e junta à música o seu tom rouco que encaixa perfeitamente, principalmente no verso em que afirma “You can be my partner in crime”. Guitarra para trás das costas e lá vem o Boss a acompanhar Jagger para a língua do palco, para deleite dos fãs.
Um momento que ficará na memória de todos os presentes. Uma história para fazer inveja a qualquer um. Um trunfo para a vida. Obrigado Stones. Obrigado Boss.

Segue-se um interlúdio - em português! - agora para apresentar uma música mais “romântica”.
Soltam-se os acordes de Wild Horses, com as guitarras acústicas a serem preteridas pelas eléctricas, mas sem perder o sentimento de beleza que nos corre pela espinha sempre que ouvimos esta excelente faixa do álbum Sticky Fingers.
Momento para um pouco de descontracção, em que Jagger fala sobre o Campeonato do Mundo de Futebol, mostrando que gostava de ver na final Inglaterra contra Portugal. Tudo isto em Português.
Afinal Jagger domina o seu português – talvez por ter um filho brasileiro; seja qual for a razão, é bem vinda esta interacção na bela língua de Camões. Seguiu-se Gloom and Doom, uma das melhores músicas da banda das últimas décadas. Depois Mick pergunta se o público está a gostar do dia: Dos Xutos & Pontapés? E do Gary Clark Jr.? É então que o vocalista informa que este é o próximo convidado e que irá tocar Respectable.

O músico subiu ao palco e não desiludiu, tocando com a competência que nos tinha demonstrado no concerto anterior e mostrando um à vontade com a banda – para quem abrira algumas vezes na digressão anterior. Honky Tonk Women tem direito a um vídeo a acompanhar, a lembrar a história de King Kong, mas desta vez é a mulher (e que voluptuosa que ela é) que se segura no pináculo do Empire State Building e é o gorila que aparece na capa de GRRR! quem comanda o ataque aéreo que termina com perda do sutiã da protagonista. Um pequeno momento de erotismo animado a acompanhar a grande música que é este Blues.

Surge uma oportunidade de Jagger fazer um intervalo, após apresentar a excelente banda: a “bonita” Lisa Fischer, Bernard Fowler nas vozes de apoio, Tim Ries e Bobby Keys no saxofone alto e tenor (respectivamente), Daryl Jones no baixo, Chuck Leavell nos teclados e depois a apresentação do corpo principal da banda: na guitarra, Ronnie Wood – com um comentário de Jagger em português a perguntar onde este tinha comprado os sapatos -, na bateria, Charlie Watts e na guitarra e vocais, Keith Richards. Seria a banda, sem Mick que tomaria conta das duas músicas seguintes.

Seguem-se depois alguns dos muitos hits da banda, já com Jagger de volta a palco. Desfilam pelo Rock in Rio Lisboa temas como a disco-influenced Miss You, com direito a “Ooooh ohhh’s” do público, o blues de Midnight Rambler com o antigo guitarrista Mick Taylor que trocou solos com Richards e Wood e as electrizantes Start Me Up e Brown Sugar.

Destaque para duas músicas tocadas durante esta sequência: Sympathy for the Devil e Gimme Shelter. A primeira mostrou o lado mais teatral da Jagger que encarnou a personagem de Lucifer, com um longo casaco vermelho, enquanto cantava um dos temas mais emblemáticos da banda, completada pelo excelente solo de Richards e os “Woo, Woo’s” do público.
Gimme Shelter é uma das mais entusiasmantes músicas do excelente disco Let it Bleed de 1969 e uma das mais imponentes da carreira dos Stones. Na versão original, a voz feminina é de Merry Clayton, mas Lisa Fischer fez um óptimo trabalho a interpretar a faixa, deixando todos os ouvidos rendidos à sua voz poderosa, que dá corpo e alma à música, constituída por uma letra obscura: “Rape, morder/ It’s just a shot away”, mas que termina num tom mais risonho: “Love, sister/ It’s just a kiss away”.

A banda sai de palco apenas para voltar passado uns minutos. Não é um concerto de rock sem pelo menos um encore. A música que se segue adivinha-se com facilidade quando vemos um coro em palco. You Can’t Always Get What You Want tem a abrir o Coro Ricercare de Lisboa e é depois levado a cabo pela voz de Jagger e pelo público.
Para fechar o concerto temos a mítica (I Can’t Get No) Satisfaction, música que é o lema da banda que rivalizou com os Beatles, mas que foi responsável por trazer o legado dos anos 60 até aos dias de hoje. Todos os que vimos os Stones nesta fantástica noite ficámos um bocado mais ricos, mas também com uma ânsia maior de repetir. We can’t get no satisfaction!

Review: Rock in Rio, Lisboa - 29 de maio (2014)

Texto da autoria de Diogo Barreto

2014 é o ano em que se celebra o fim da primeira década de Rock in Rio Lisboa. O mítico festival que se realizou pela primeira vez em 1985, na cidade do Rio de Janeiro e chegou a terras lusitanas em 2004, após três edições realizadas no Brasil.

A sexta edição do festival, que assinala assim os dez anos de existência, tem portanto um grande peso nos ombros e uma ainda maior responsabilidade para com os fãs do festival. E não desiludiu. Nesta edição, a organização trouxe nada mais, nada menos que a “maior banda de Rock & Roll do mundo”: os míticos Rolling Stones, para encabeçarem a segunda noite do festival.

Os bilhetes para o dia 29 de Maio esgotaram, sendo vendidas 90.000 entradas para o Parque da Bela Vista, nesta cinzenta tarde de Primavera. As portas abriram às 15 horas, para deixar entrar os mais ávidos e os que queriam marcar presença frente ao Palco Mundo. A entrada flui confortavelmente até para os que chegam às cinco (como é o caso). O recinto está já bastante composto, mas dirigindo-nos até ao Palco Vodafone, vemos que a audiência do músico português Frankie Chavez deve rondar uns meros cem espectadores.

  • Gary Clark Jr.
Gary Clark Jr. subiu ao palco pouco depois das dez da noite. O seu aspecto calmo e descontraído coincide com a sua postura e sonoridade. O guitarrista começou o concerto atacando um blues de Robert Petway e teve ainda tempo para revisitar If Trouble Was Money do inesquecível Albert Collins – com direito a solo excepcional e a arrancar da boca de alguém perto de mim “Como é que ele faz isto?”. Clark Jr. fez também ouvir as suas composições como When My Train Pulls In, Numb ou Ain’t Messin’ Around e, em cada música que Clark tocava, ficava mais claro que ele é o futuro do Blues.
É que em cada riff, em cada solo, em cada palavra pronunciada na sua voz grave e suave, Clark proclamava para si próprio, sem pretensão de tal, esse título.

Alguns dos destaques do concerto vão para o soul de Please Come Home, em que o guitarrista juntou ao falsete da sua voz um solo comovente e cheio de técnica, num dos momentos mais mágicos da noite. Vieram ainda as músicas Don’t Owe You a Thang, Blak and Blu e por fim a excepcional Bright Lights com direito a solo de Zapata! e do grande Gary!
Apresentação da banda e um “Thank you, thank you, thank you, THANK YOU! To all of you… Peace!” e vemos o quarteto abandonar o Palco Mundo.

Uma banda que não preenche um palco assim tão grande, um frontman que não parece estar à vontade perante um mar tão grande de gente e um concerto que parece não ter agradado a maior parte dos milhares que enchiam o recinto, que enfrentaram o concerto meio anestesiados, esperando pelos The Rolling Stones. No entanto, Gary Clark Jr. fez tudo bem. Mostrou quem era. Um misto entre Hendrix e Gaye. Um Lenny Kravitz mais moderno e mais retraído. Um Bluesman do século XXI.

Nesta bela noite que se formou, Gary Clark, comprovou o que Gil Scott-Heron uma vez afirmou: “there are at least 500 shades of The Blues”. E ele pintou a Bela Vista com os mais diversos e belos tons de azul.
  • Xutos & Pontapés
Às oito e meia, estava na hora de Xutos & Pontapés. A mítica banda portuguesa marcava a presença pela sexta vez no festival. Parece que não há Rock in Rio Lisboa sem Ivete nem Xutos. E ainda bem.

É bom ver que a banda portuguesa consegue ter influência num cartaz tão internacional como o deste ano. O concerto começa com três canções do novo registo da banda, Puro, seguido das favoritas do público, como Contentores, Homem do Leme, Chuva Dissolvente ou Maria. Há espaço para comentário político em Dia de S. Receber, em que Kalú canta “Ai Coelhinho, se eu fosse como tu, pegava na Troika e enfiava-a no co…elhinho”.
O espectáculo termina com Circo de Feras, do registo homónimo de 1987. Sendo os Xutos & Pontapés uma instituição portuguesa, é normal terem de tocar certos temas emblemáticos, mas sente-se falta de temas mais roqueiros e tão (ou mais) clássicos, como Sémen ou Remar, Remar.
  • Rui Veloso + convidados
Por volta das sete, tem início o concerto do nortenho Rui Veloso, do brasileiro Lenine e da cantora beninense (do Benim) Angélique Kidjo, no Palco Mundo. Desfilaram canções dos três intérpretes, com destaque para êxitos de Veloso, como Chico Fininho, Lado Lunar ou A Paixão e covers como Redemption Song de Bob Marley, cantada por Angélique, ou Voodoo Child (Slight Return) do mestre Hendrix, interpretada por Kidjo e Veloso ou até mesmo Sodade de Cesária Évora.

A actuação no Palco Mundo faz todo o sentido, já que o palco encheu-se de sonoridades de três continentes distintos.
  • Frankie Chavez
O músico Francisco Chaves lançou há pouco tempo o seu segundo álbum Heart & Spine e veio ao palco secundário do Rock in Rio apresentá-lo. Aos primeiros acordes de Frankie, vemos alguns com um olhar espantado de como quem pensa “Não era disto que estava à espera!” e alguns sorrisos de quem sabia perfeitamente ao que vinha e que não ficou desapontado. Durante pouco menos de uma hora, o músico fez com que se ouvissem no parque da Bela Vista canções do seu mais recente trabalho, bem como do seu repertório mais antigo – quem diz antigo, diz 2011.
Acompanhado por Nuno Lucas no baixo e João Correia na bateria, o guitarrista fez desfilar um conjunto de guitarras eléctricas, acústicas, uma pedal steel guitar e até uma guitarra portuguesa (tocada de uma forma roqueira), que acompanharam a sua viagem pelo Rock, Blues e Folk. O concerto atingiu o clímax quando soaram os primeiros acordes da música Fight, retirada do seu último registo. O público teve direito a agradecimentos e até à confissão de que era muito especial poder tocar no mesmo dia que os The Rolling Stones. Valeu, Frankie, valeu.

11/02/2014

Os Dead Combo estão de volta!




Depois de um ano de 2013 marcado pelas comemorações de 10 anos de carreira, 2014 marca o regresso dos Dead Combo aos discos. Bunch of Meninos é o quinto álbum da banda a ser lançado dia 10 de Março.

O novo álbum foi gravado em Setembro de 2013, é composto por 13 músicas escritas por Tó Trips e Pedro Gonçalves e conta com as participações especiais de Alexandre Frazão (bateria e percussão) e António Sérginho (percussão).





A digressão nacional começa a 8 de Março e prolonga-se até Junho. O dia 21 de Março está reservado para a presença da dupla no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Este concerto terá a peculiaridade da plateia ocupar, com a banda, o palco do Coliseu. Será assim um momento intimista para uma plateia com lotação limitada.

DATAS
8 março – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)
14 março - Fórum Municipal Luísa Todi (Setúbal)
15 março – Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha
21 março - Coliseu de Lisboa – Palco
22 março - Teatro Aveirense (Aveiro)
29 março - Escola de Artes e Ofícios (Ovar)
3 abril - Oficina Municipal de Teatro (Coimbra)
5 abril - Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre
10 maio - Teatro Faialense (Horta / Açores)
17 maio - Auditório Municipal Augusto Cabrita (Barreiro)
22 maio - Teatro Garcia de Resende (Évora)
23 maio - Teatro Municipal de Faro
5 junho - Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)
7 junho – Theatro Circo (Braga)

15/12/2011

News // Fatboy Slim returns to Portugal

The English DJ and producer Fatboy Slim return to Portugal for intimate gigs on night clubs.


Fatboy Slim returns to Portugal to play at Lux, in Lisbon on February 9 and Pacha de Ofir, Porto on February 10.
The British artist decided to present a DJ set passing through small stages.

The tickets are available on the usual places and has a unique price of 20€.

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