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13/07/2014

Review: NOS/Optimus Alive 2014 - Dia 11 de Julho

Num dia mais variado, o ambiente (menos exaustivo) do festival tornou a experiência mais agradável... Entre danças mais intensas e momentos mais relaxados, o segundo dia do NOS/Optimus Alive tem muito que contar.

No palco principal, MGMT foram uma surpresa. Todos conhecem o seu hit Kids - no entanto, a banda fizeram um bom trabalho ao arrastarem uma multidão de pessoas que dançou ao som dos criativos e energéticos MGMT, aliados ao psicadelismo dos efeitos visuais.
Ultrapassando as expectativas, a banda transmitiu a sua energia positiva directamente para uma audiência que, claramente, estava lá para os cabeça-de-cartaz do dia, e que foi conquistada pela vivacidade destes jovens.

Sam Smith é o novo menino da música britânica - e a verdadeira surpresa da noite, no palco Heineken, o artista foi recebido com euforia e surpreendeu...
Entre o hit Money on my mind, Latch com os Disclosure e La La La com Naughty Boy, e um bonito cover de Arctic Monkeys.
Smith mostrou que os seus tenros 22 anos, não o impedem de ser um artista de mão cheia, inteligente e interessante, deixando a (doce) esperança de um regresso muito em breve.

De regresso ao palco principal, The Black Keys, os cabeça-de-cartaz, ficaram aquém.
O certo é que não sabem fazer maus concertos: são bons e tem talento, isso é inegável. Mas a performance no NOS Alive não surpreendeu.
Faltaram momentos chave, uma banda que pecou por falta de momentos mais certeiros, no entanto, foi bonito ver milhares de pessoas em peso a cantar The Lonely Boy e a dançar ao som de The Black Keys.
Foi bom mas... falhou ao não surpreender!

E para quem os The Black Keys não estavam a corresponder às expectativas, houve a hipótese de ouvir os portugueses We Trust no palco Heineken.
Pela segunda vez no Optimus Alive, interação não lhes faltou, ainda que pelo início poucas eram as pessoas que tinham apostado naquele palco. Há medida que o número de pessoas ia aumentando também os agradecimentos do vocalista chegavam em maior força (talvez nunca pensassem ter tanto público com a competição que lhes fazia frente no palco NOS). Foi um bom concerto, os We Trust são uma banda que enche o palco, não tanto pela quantidade de membros, mas pelos sons variados que compõe as suas canções. Talvez merecessem mais do que um concerto à hora dos cabeças de cartaz.

Quem os conhece, sabe que Buraka Som Sistema são intensos ao vivo.
Num concerto especial, com a apresentação do seu mais recente Buraka, a banda conquistou as pessoas que dançaram ao som de ritmos quentes e de "música do mundo" - e comandados pela Blaya (quem não o faria?)
Entre efeitos visuais muito interessantes, danças e muito ritmo, os Buraka Som Sistema mostram porque são uma das melhores bandas em Portugal e porque já têm um lugar ao sol a nível internacional - não é por falta de trabalho, esforço e empenho, mas sim, porque são inteligentes e sabem bem o que fazem.
E, por isso, eles são muito bom - dão o que as pessoas querem e não deixam de surpreender!

Os BSS faziam as pessoas dançar no NOS mas nem por isso não havia animação no Heineken com as Au Revoir Simone. Subiram ao palco, começaram a tocar, a dançar e o povo seguiu-as. Poder-se-ia esperar alguma timidez numa banda composta por 3 aparentes "meninas", mas não, acabariam por se revelar umas mulheres em palco (e não foi preciso muito tempo!).

08/07/2014

Optimus Alive - As escolhas da Ana




Esta é provavelmente a edição mais criticada do Optimus Alive (seja pelos nomes das bandas confirmadas seja pela demora do anúncio do 3º cabeça de cartaz) mas para mim a edição que mais anseio. Decidi há muito tempo comprar o passe de 3 dias e em nenhum momento pensei em fazê-lo por causa dos nomes principais, isto é, os cabeças de cartaz: Artic Monkeys, Black Keys e The Libertines.
Então o que é que me levou a gastar 105€ num festival?
Imagine Dragons, Daughter, SBTRKT, Caribou, Au Revoir Simone, Bastille e Foster The People.

Mas vamos às minhas escolhas pois num festival como o Alive há sempre um trabalho de casa feito nas semanas anteriores para aproveitar ao máximo as bandas que por lá passam.

Dia 10
(18:00 - Heineken) Ben Howard e Noiserv: Se como eu a tua hora de saída é depois das 18h e não marcaste férias para estes dias, dificilmente vais assistir aos concertos destes dois artistas. Diferentes mas bastante interessantes.  De um lado o folk britânico, do outro, mais um one man show made in no nosso Portugalinho. Vou correr para ver se apanho 2 ou 3 músicas do Ben, já que o trabalho do Noiserv, uma vez que é português, pode ser ouvido mais vezes.

(20:05 - Heineken) The 1975: Uma das bandas que acabei por descobrir nestas últimas semanas de t.p.c. Tenho pena de não ter mais tempo para ouvi-los mas ouvirei de certeza pelo menos 2 músicas antes de dar o salto para o palco principal.

(20:50 - NOS) Imagine Dragons: Descobri-os já depois de terem esgotado o Coliseu dos Recreios no verão passado. Cromo repetido? Para mim não, e ainda que o fosse, bandas destas até podem vir a triplicar. Os senhores de It’s Time, On Top Of The World, e Demons serão A banda do dia 1 para mim.

(00:15 - NOS) Artic Monkeys: já que estou lá não posso deixar de ouvir o concerto destes grandes senhores do Indie actual. Já cá passaram e nunca me despertaram a devida atenção. Se me perguntarem “are you mine?” vou dizer que não, o meu coração terá certamente ficado com os Imagine Dragons.

(01:35 - Heineken) Parov Stelar Band: Mostraram-me esta banda hoje de manhã no trabalho e ainda não tive oportunidade de ir ouvir mais (isto de ter timings para lançar uma crónica é tramado!). Do que ouvi, gostei, vai ser bom para aquecer entre Artic Monkeys e Jamie XX.

(02:00 - Clubbing) Jamie XX: Tenho sempre alguma dificuldade em explicar o porquê de gostar do Jamie. Sei lá, gosto da batida, das emoções que são transmitidas através dos sons que ele produz, sinto-me tranquila ao ouvir o que ele faz (e que faz tão bem...). É um grande exemplo como a música não precisa de ter voz para ter emoção.

Dia 11 – "O dia Heineken"
(18:00 - Heineken) Russian Red: é voltar a ler as primeiras linhas sobre Ben Howard e Noiserv, a tristeza é a mesma.

(21:20 - Heineken) Sam Smith: fui a Londres há umas semanas e vi muitos cartazes dele espalhados pelas paredes das diferentes estações de metro mas não o conhecia. Foi um dos artistas que descobri no t.p.c da semana passada. E que artista. Sem dúvida alguma, O artista do dia 2 para mim.

(22:45 - Heineken) We Trust: há uns anos abriram o palco principal. Lembro-me tão bem.. O sol batia-me na cara e eu com os olhos fechados, como que para sentir melhor, a ouvir “Better not Stop, better not stop moving”. Desta vez o sol não me vai bater na cara mas a experiência será igualmente boa com certeza.

(00:00 - Heineken) Au Revoir Simone: finalmente alguma voz feminina. E que bonita! O trio dispensa apresentações.

(01:30 - Heineken) SBTRKT: (lê-se subtract, não me posso esquecer..ufff esqueço-me sempre!) Perdi-o há umas edições atrás do Alive e hoje com o que sei, arrependo-me. Tem sido a minha banda sonora para ler o livro que tenho atualmente entre mãos.

(03:00 - Heineken) Caribou: Também já o perdi no Alive há uns anos, desta não escapa. Vai ser um bom fim de noite.

Dia 12
(18:00 - NOS) You Can’t Win Charlie Brown: nunca é demais ouvir estes rapazes. É começar o terceiro dia da melhor forma.

(18:40 - Heineken) Cass McCombs: vou fugir de YCWCB para ver pela primeira esta banda. Parece-me aquela banda que me vou arrepender mais tarde caso não os veja (assim como aconteceu com tantas outras bandas na edição passada do festival)

(20:45 - NOS) Bastille: a estreia em Portugal e eu ansiosa. Desengane-se quem pensa que são uma banda para um hit (Pompeii), este concerto promete. Façam por favor chegar a quem de direito que eu gostava que tocassem o mash-up com a Ella “No Angels”, as outras canções que eu adoro, de certeza que serão tocadas.

(22:25 - NOS) Foster the People: tenho ouvido o segundo álbum deles várias vezes nas últimas semanas, canções fortes e com aquele ritmo energético a que nos habituaram com a “Pumped up Kicks”.

(23:55 - Heineken) Daughter: vi-os no Vodafone Mexefest em Novembro e apesar de não conseguir dizer que fiquei desiludida, sinto que ficaram aquém das minhas expectativas. Parece contraditório? Talvez. Esperava mais interação com o público e mais energia em palco. Apesar disto, os Daughter a par com os Bastille são AS bandas do dia 12.

(01:20 - Heineken) Chet Faker: sabem aquelas bandas que se descobrem porque um amigo partilhou uma música dessa banda? Foi isso. E foi amor à primeira vista.

(02:50 - Heineken) Nicolas Jaar: conheci-o na mesma altura em que me deram a conhecer o James Blake. Pouco conhecido para a maioria e com melodias que nem todos poderão gostar. Quanto a mim, enquanto houver energia, estarei lá de pé a deliciar-me com ele. E quando a energia faltar, vou sentar-me e continuar a deliciar-me.

Para quem usa o Spotify recomendo que ouçam a playlist criada para o Optimus Alive. Deste modo, podem se sintonizar no groove tão característico deste festival e descobrir uma banda para tapar aquele buraquinho livre que têm no plano.




15/09/2013

Casual Sex, Stroh 80

Casual Sex - yap, really eye-catching name - are a four-piece band from Glasgow.

Their lineup counts with Sam Smith (vocals and guitars), Edward Wood (guitars), Peter Masson (bass) and Chris McCrory (drums), a mysterious band with a lot to say.

The first thing to notice is Smith's dreamy soft voice, navigating somewhere between David Bowie and Bob Dylan, with a salty pop sound and a wild spirit, smelling like an early 80's rock and roll band.

Stroh 80 is their first single "about being caught doing the nasty with your girlfriend's pal in the aftermath of a drug party on the floor of a local occultist" - explained the frontman Sam Smith.

The initial riff has some interesting similarities with U2's Until The End of the World reminding the amount of different (and legit) references that only highlight the echoes of their talent and exquisite sonority.
The rhythm throughout the song is really catchy - the raw but very clear guitar sound is a huge plus in this song, not only keeps it interesting but also, when mixed with the small disco elements, takes us to a higher level.

Usually associated with their countrymen Franz Ferdinand, they are already considered one of the best Scottish bands from the last decades.
High title to cary? Casual Sex are thrilling, exciting and fresh. They are most certainly capable to surprise and blow everyone's minds.

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