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14/04/2015

Capicua lança Medusa e volta à estrada

Um ano depois de lançar Sereia Louca e se confirmar com um dos nomes mais talentosos da nova música portuguesa, Capicua lança Medusa - Algumas remisturas e uma ou outra coisa nova. Medusa conta com 2 originais e 14 remisturas de músicas já lançadas pela rapper. Para estas remisturas Capicua chamou para trabalhar consigo alguns nomes emergentes da música nacional.

Capicua apresenta Medusa com o single de mesmo nome que conta com a colaboração de Valete.



Tal como em Sereia Louca, Medusa tem como tema de abertura um tema relacionado com as mulheres, seguindo assim a linha do álbum lançado em 2014.

Alinhamento do disco:
1 Medusa (feat. Valete) Capicua Medusa
2 Lupa ((Octa Push Remix) [feat. Aline Frazão)
3 Amigos Imaginários (Virtus Remix)
4 Soldadinho ((Sam The Kid Remix) [feat. Tamin) 
5 Jugular (Roger Plexico Remix) 
6 Vayorken (White Haus Remix) 
7 Black Mamba (Puto Anderson-Firma do Txiga-Remix) 
8 Barulho (Razat e Stereossauro Remix)
9 Tabu ((Marfox Remix) [feat. M7]) 
10 Maria Capaz (Ninja Core Remix)
11 Mão Pesada ((Expeão Remix) [feat. M7)
12 Tabu ((D-One Remix) [feat. M7)
13 Amigos Imaginários (Dj Ride Remix)
14 Lupa ((D-One Remix) [feat. Aline Frazão) 
15 Vayorken (Lewis M Remix) 

16 Egotríptico (feat. M7)
Medusa foi apresentado no sábado no Porto, na Casa da Música, com os suspeitos do costume M7 e D-One, bem como Virtus, nas teclas, mpc e programações e Vítor Ferreira nas ilustrações que passam a ser feitas a partir do palco. A esta equipa juntam-se ainda Valete - participa em Medusa, o single do novo álbum e uma das músicas originais - e Tamin - participa na remistura de Soldadinho.

A apresentação em Lisboa acontecerá esta quinta-feira no Lux - dia 16 de Abril -, o concerto começará às 23h seguindo-se de um after party com Dj Sets de Sam the Kid, D-One e Stereossauro, responsáveis por algumas remisturas de Medusa.


08/12/2014

Playlist Spotify - Dezembro/2014 - por FYMS Admins

Todos os meses, temos convidado músicos que conhecemos para criarem uma playlist pra vocês. Mas então e nós? "Dezembro a playlist é nossa" foi assim que pedi à Patrícia. Dito e feito. A playlist do FYMS no Spotify do mês de Dezembro foi inteiramente construída por nós a pensar na espectacularidade de novos sons que foram sendo lançados ao longo destes doze meses. Certamente que nos escaparam alguns nomes, podemos até vir a actualizar esta lista, mas esta é a lista de artistas e músicas que marcaram o nosso 2014.

Ana & Patrícia

Da nossa lista fazem parte nomes já muito conhecidos como Maroon 5, Coldplay, Avicii, outros não tão conhecidos como Alo Wala ou Kongos, bandas que passaram por cá este ano como Chet Faker, Artic Monkeys, Sam Smith, e invariavelmente os nomes que elevaram a música portuguesa a um outro nível tais como Buraka Som Sistema, Capicua, Noiserv ou You Can't Win, Charlie Brown.

A playlist fica em baixo (link aqui):


Aproveitamos para desejar a todos os que nos seguem e nos inspiram um excelente Natal.

30/11/2014

Review: Vodafone Mexefest 2014

Novembro 28 e 29 - Avenida da Liberdade, Lisboa
O primeiro dia começou no Starbucks com Mike Bek. Não foi a primeira vez que o vimos, no entanto, foi como se fosse. A evolução do Mike Bek ao longo dos meses que o acompanhamos é fantástica. Mantemos a forte aposta nele e acreditamos que um dia será descabido pensar nele para tocar no Starbucks.
Como é hábito no Vodafone Mexefest quando acaba um concerto corre-se para outro e ontem não foi excepção.

O FYMS dividiu-se e foi ouvir Capicua (e as mulheres que a acompanhavam) no São Jorge. Depois de um concerto de apresentação no Musicbox esgotado, a segunda experiência com Capicua ao vivo correspondeu às elevadas expectativas. Acompanhada pelo Dj D-One e M7, que fazem parte da espinha dorsal do projeto da “Sereia Louca”, Capicua convidou Gisela João e Aline Frazão para a acompanharem nas músicas a que dão voz no álbum. Houve igualmente tempo para algumas bailarinas, mas o que realmente se destacou, foi o movimento feminista criado pela Capicua com as suas rimas, ritmos e letras que colocam a Mulher no mais alto dos degraus.

Enquanto Capicua tocava no São Jorge, Tune-yards tocavam no Coliseu. Com um som muito particular, admitimos que a banda não é acessível a todos, devido à sua sonoridade muito particular e excêntrica, levando-nos por uma experiência estranha.

Numa corridinha ao Cinema São Jorge, também tivemos tempo de ver um pouco de Éme, um dos nomes mais requisitados da música portuguesa e com razão! Com um som quente e amistoso, relembrando muitas vezes nomes como B Fachada, a banda em palco foi exemplar na sua apresentação e deu um concerto sólido, interessante mostrando porque é uma das promessas deste ano!

De seguida, Shura esperava-nos na Casa do Alentejo fazendo lembrar os Daughter que no ano passado encheram o Coliseu para um dos melhores concertos dessa edição. Foi um concerto curto na Casa do Alentejo, o repertório também é igualmente pequeno, como banda emergente que são, deram boas indicações do que poderão criar e ser no futuro.

E se a ideia é ir de palco em palco, é de esperar que em alguns não consigamos entrar. Foi o que aconteceu em Kindness. A noite terminou com St. Vincent e os seus longos discursos (ou conta-histórias) entre músicas. Com grandes expectativas, St. Vincent acabou por não chegar ao nível. Com um concerto ameno que, certamente, deliciou os fãs mais fervorosos da cantora, no entanto, pecou na conquista de novos públicos, tornando-se, por vezes, pouco interessante.


No segundo dia de Vodafone Mexefest optámos por dar uma espreitadela a Bristol, com sala cheíssima, para rapidamente passarmos para a garagem da EPAL para (re)ver os Salto.
A banda portuense repetiu a presença no festival mas isso não diminuiu a avalanche de pessoas que se reuniu para os ouvir. Numa sala pouco propícia ao seu som, os Salto deram o melhor de si e mostraram como a música portuguesa está em alta! 
As novas composições da banda mostram-nos um pouco mais dark e obscuros, sem nunca perder o seu elemento mais festivo e característico, e entre sintetizadores, samples e bons ritmos, os Salto visitaram ainda alguns dos seus antigos êxitos. Vale sempre a pena ouvi-los!

E porque o Mexefest é mesmo uma festa de palco em palco, mal os Salto acabaram de tocar foi correr para ver Sharon Van Etten (com casa cheia!) a encantar o Coliseu dos Recreios. Com uma voz doce e melodias harmoniosas Sharon e companhia conquistaram o público português, deixando a ideia no ar que o 4º álbum da cantora americana é efetivamente o seu album de afirmação! No Coliseu houve ainda tempo para tocar uma música nunca antes tocada, e que será, como anunciado, um lado B de um próximo single.

Queríamos ter espreitado Cloud Nothings e Jay-Jay Johanson mas ambos esgotaram pelo que regressámos novamente à Garagem da EPAL para ouvir os Sensible Soccers.
Uma música ambiente, provavelmente, indicados para um início de festival. Não deixando de ter potencial, os Sensible Soccers pecaram por não surpreenderem. Esperávamos mais de uma das bandas que mais tem vindo a conquistar as críticas... Isso, ou somos mesmo difíceis!

A noite terminou com Wild Beasts. Um dos grandes nomes deste festival que, apesar de ter dado um concerto agradável, não surpreendeu. Falhou em diferentes aspectos, especialmente, na falta de uma cumplicidade calorosa com o público... Para o fim, o sentimento de indecisão foi diminuindo mas esperava-se algo mais surpreendente de um dos nomes mais apelativos do festival. 

Ficámos com a sensação de que o Vodafone Mexefest comparativamente ao ano passado não foi tão bom. Se compararmos a emoção do público que os concertos no Coliseu na edição do ano passado com Woodkid e Daughter proporcionaram à emoção de St. Vincent ou Wild Beasts, os nomes não foram mais pequenos mas havia uma menor cumplicidade entre as bandas e os festivaleiros. Podíamos pensar que seria complicado manter o nível da edição de 2014, mas a verdade é que há efetivamente muitos novos artistas a emergir no panorama da música internacional, que nos poriam todo e qualquer pelo do braço em pé.

Para o ano, lá estaremos de novo!

15/08/2014

Review: FUSING Culture Experience 2014 - Dia 14 de Agosto

O FUSING Culture Experience conta com a sua segunda edição e é um festival que visa celebrar o bom que se faz na música em Portugal.
O dia 14 de Agosto é o primeiro de três dias dedicados à música, à cultura, arte, gastronomia e desporto!
O dia começou tímido, mas nem o vento afastou os diversos curiosos que se dirigiram à Figueira da Foz para vivenciar o bom que existe em Portugal.

Noiserv abriu as hostilidades do FUSING com direito a um pôr-do-sol que provou ser o cenário ideal para o começo do festival.
Este multi-instrumentalista, com uma voz envolvente e uma presença tímida, e tendência a utilizar objectos impensáveis, eque se tornam na sua essência, mostrou ser um artista muito versátil.
O facto de ser o único em palco, e devido à complexidade e intensidade das suas composições, torna absolutamente deliciosa a experiência de vê-lo construir a música à nossa frente. Um momento bonito!

For Pete Sake são uma das bandas revelação do Fusing, com um conjunto de vozes muito caloroso, que nos levam a uma experiência muito folk.
A música desta banda revela uma construção musical muito interessante e que apela à atenção das pessoas que se envolveram neste concerto, transportando-nos para momentos muito particulares.
Tiveram a capacidade de encher o palco com uma energia contagiante e de salientar, igualmente, as sonoridades místicas que nos levam a envolver intimamente com os For Pete Sake.

Os jovens First Breath After Coma têm um som muito característico e delineador, lembrando artistas como os Vampire Weekend, pela sua simplicidade mas bastante sofisticada, levando-nos a querer ouvir mais sobre eles.
As músicas intensificam-se, com crescendos inteligentes e fortes, que mostram que a música em Portugal se encontra de boa saúde!

Capicua é uma senhora, a forma bonita como introduz as suas musicas e o orgulho com que fala nas mulheres, como em "mão pesada", é um verdadeiro elogio.
Uma força que emana do palco principal e que enche todo o recinto, não deixando ninguém indiferente às suas críticas e temas mais variados.
Rimas, ritmos e batidas são palavras inevitavelmente associadas à Intensa Capicua que revolucion não só a música portuguesa como vem provar que o mundo do rap (já) não é só para os homens.
Esta sereia até pode ser louca mas talento e presença é algo que não lhe falta.

Os You Can't Win, Charlie Brown são a banda coqueluche da música portuguesa e foram uma das bandas que atraiu mais pessoas ao palco principal neste primeiro dia.
De louvar, o "super herói" João Gil que voou do Festival Bons Sons, a acontecer em simultâneo em Tomar, após dois concertos para se juntar à sua banda.
Com a sua característica nostalgia e a sua imensa energia, ritmos e brincadeiras, os You Can't Win, Charlie Brown aqueceram o início de madrugada. Com um concerto sólido e momentos bonitos, a banda consolidou todas as opiniões que já tínhamos sobre eles.

Slow Magic foi uma verdadeira surpresa. Apresentando-se apenas com um portátil, uma espécie de tambor e uma máscara interactiva foi o suficiente para arrastar vários curiosos que não ficaram indiferentes ao misticismo e estranheza da performance, sem deixar de ser incrível.
Com a coragem de se mostrar sozinho em palco, rodeado de samples e bons momentos, Slow Magic merece toda a nossa atenção.




A aventura continua...

04/07/2014

Fusing, the Culture Experience - mais um que um festival de música

O Fusing Culture Experience é muito mais que um festival de música, onde a música se mistura com a arte, desporto e gastronomia.

Após a primeira edição ter sido um "verdadeiro sucesso", e este ano o festival da Figueira da Foz acontece dos dias 14 a 16 de Agosto.

Ao Fusing, aliam-se grandes nomes do panorama musical como You Can't Win, Charlie Brown, Capicua, Capitão Fausto, The Legendary Tigerman, Dead Combo, Paus ou Fachada.



Durante três dias, a Figueira da Foz vai encher-se de workshops, actividades, exposições, dança, cinema e desporto, e claro muita música nacional, tudo no mesmo sítio!

Vais perder este encontro de culturas?

Para mais informações, basta visitar o site do evento em www.fusing.pt ou o facebook aqui.

27/05/2014

Review: D'ALVA "#batequebate" (2014)

D'ALVA é o nome do projecto que junta o talento do Alex D'Alva Teixeira e a mestria do Ben Monteiro, dois jovens que já dão que falar na música Portuguesa.

Lançam hoje #batequebate - o tão aguardado disco de estreia deste conjunto!

D'ALVA
#batequebate
Mai 27, 2014
Frescobol é o single de avanço, já anda nas boas do mundo, pela sua diferença, qualidade e uma ligação muito íntima com a música dos anos 80 e 90.
Esta música torna-se num bom presságio para o que se segue com o resto do disco.

O disco #batequebate conjuga uma "mescla de referências, de ritmos, de texturas, de samples, de géneros e acima de tudo de culturas" - pode ler-se na press release - vincado com sons de guitarra muito pop e festivo e uma melodia muito cliché - não deixando de se tornarem interessantes e, acima de tudo, sem deixarem de surpreender.

Misturam o pop, com climas quentes e mostram a boa música que se faz por cá (obrigada Globalização!) - D'Alva representam uma nova era na música portuguesa.

Com um espírito muito individual e revolucionário, estes jovens mudam o panorâma pela irreverência e coragem de misturar sons, ideias e criar música diferente e multicultural - numa música tanto podemos ouvir os inícios da carreira do Alex, como podemos ouvir um sample de músicas dos anos 90 - com danças ecléticas entre o hip-hop e a electrónica, com alguns "toques" de batidas africanas e brasileiras e a magia de mostrarem as suas origens e de unirem a família à sua música - na música $egredos - torna-os ainda mais preciosos mas, atenção!
Estes jovens são sérios e ousaram fazer uma crítica atenta à sociedade, ao mundo e às pessoas, sem "qualquer tipo de filtro ou preconceito".

#batequebate junta dentro de si, durante pouco menos de 45 minutos, sons que viajam pela beleza das décadas 80 e 90 da música - com elementos pop de Michael Jackson, samples das Spice Girls,  o hip-hop desgarrado dos Da Weasel, e uma assustadora intimidade inspirada em James Blake (espero!) e através da sua relação tão próxima tornando as músicas deste disco "livres leves e soltas".

Têm como convidados Tiago Lacrau em Livre Leve & Solto e a rapper Capicua em Barulho II, num disco que conta com todo o seu talento e dedicação.

Um disco que surpreende!

- #batequebate está disponível para audição e download gratuito aqui - 

04/03/2014

Capicua lança Sereia Louca, o seu segundo álbum de originais

Sereia Louca foi lançado dia 3 de Março, produzido por D-One, Conductor, Ride, Stereossauro, Zeg e Serial e conta com participações de Gisela João, Aline Frazão e M7.

Os concertos de apresentação estão marcados para dia 29 de Março no Plano B, no Porto, e dia 5 de Abril no Musicbox em Lisboa.

Um disco que fala das mulheres, da água, da morte e dessa coisa complicada que é o passar do tempo e da idade. Um disco de Rap que nos diz coisas estranhas ao ouvido e que, tal como as sereias, tem duas metades. (...) É nessas duas metades ("Cabeça" e "Cauda", como "cap i cua") que o disco se completa e que, de um sonho estranho, nasce música de uma sapataria. O disco chama-se "Sereia Louca" (ou "serei a louca", se quiserem) e será editado pela Norte Sul em Março de 2014. 



Sereia Louca foi a primeira canção de apresentação do novo álbum:




Mão Pesada, com a colaboração de M7, é a segunda canção lançada do novo disco de Capicua. O vídeo de Mão Pesada foi realizado por Vasco Mendes, com a participação especial da bailarina Lara Laquiz.




O primeiro álbum da artista, chamado Capicua, está disponível para download gratuito, através da Optimus Discos, aqui: http://optimusdiscos.pt/discos/artistoptimusdiscos/capicua

E através da página da artista podem fazer download de alguns trabalhos: http://www.capicua.pt/musica


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